Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/07/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More, é criado um local onde inexiste conflitos e mazelas sociais. No entanto, no contexto atual, sabe-se que a realidade brasileira é oposta ao do livro, uma vez que a alienação parental é fruto de uma base educacional falha e, sobretudo, da má instrução dos pais, isto é, a precária forma em como educar um filho. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha a coletividade.
Essa assertiva deirva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a filosofia hegeliana: “O Estado é como um pai e tem o dever de proteger seus filhos”. Em contrapartida, o governo não efetiva tal princípio, visto a asuência de atuação das autoridades no acompanhamento psicológico de pais que passam por separação. Em consequência disso, os pais usam as crianças como “armas” e “escudos” em relacionamentos com términos conturbados, o que leva ao aparecimento de agruras psicológicas nos indivíduos, como a depressão pelo sentimento de culpa ou aversão por um dos genitores. Logo, mostra-se um Poder Público ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático da família nessa temática. Na ótica de Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial exigir um olhar mais atento da parentela nessa esfera, haja vista que os genitores, em alguns casos, manifestam, na prática, a cultura de hostilidade definida por Arendt, na qual não há um apoio parental ao filho que se vê entre uma separação, pois de acordo com o Portal de Notícias G1, 72% dos divórcios que envolvem filhos terminam com a manipulação da criança por um lado. Dessa forma, é fulcral que a família reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemática o Estado deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentemento, por meio de verbas destinadas para essa área, ampliando a segurança e penas para quem praticar a alienação, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a família precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa mazela, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que o livro “Utopia” seja um exemplo para o Brasil.