Os perigos da alienação parental

Enviada em 12/08/2021

Segundo dados o IBGE, nos últimos 5 anos, o número de divórcios no país cresceu algo em torno de 75%. Com esse panorama de rápida ascenção, obeserva-se, também, e com maior rigor, a prática da alienação parental, cujos desdobramentos para a vida do filho ou filha são bastante negativos. Dessa maneira, faz-se necessário o amplo reconhecimento do assunto pela população a fim de combatê-lo.

Nesse sentido, é relevante trazer à tona o conceito de “Modernidade LÍquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Para o escritor, vive-se em um mundo onde as relações estão a cada dia mais fluidas e voláteis, o que pode ser corroborado pelo fato do crescente quadro de separações. Desse modo, em decorrência, muitas vezes, da falta de um prévio planejamento familiar, quando ocorre o rompimento do casal, genitores passam a alienar seus filhos contra a outra parte da relação, por meio, por exemplo, de comentários negativos, impedimento de visitas, ou seja, utiliza-se da criança para afetar o outro lado.

Diante desse cenário, é válido considerar o que o psiquiatra infantil Richard Gardner chamou de “síndrome da alienação parental”. De acordo com essa síndrome, cria-se uma situação em que se evidenciam, sobretudo, consequências desse “jogo de poder” feito pelos pais. Com isso, a criança pode passar a perder o sentimento de referência e apoio que via em um dos pais, colocando-o em uma situação de ameaça. Nesse teor, pode haver o desenvolvimento de transtornos emocionais, cognitivos e até escolares, levando a um compromentimento do seu desenvolvimento como um todo.

Portanto, cabe avaliar as medidas necessárias com o intuito de extinguir essa prática tão comum. Dessa forma, os centros reponsáveis pela aplicação do Direito de Família devem divulgar em emissoras de tv aberta informações sobre o que é e como combater a alienação parental. Ademais, todos os municípios da federação devem veicular, por meio de panfletos informações relativas ao tema e disponibilizar um número para denúncias. Assim, será possível tornar a sociedade informada e evitar potencias casos desse tipo de violência, que cresce com o aumento dos divórcios.