Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/08/2021
A telenovela brasileira " Amor a vida" exibida no ano de 2013, relata a história de uma garota que foi encontrada em uma caçamba de lixo e, por influência de seus pais adotivos passou a sua infância odiando o seus verdadeiros pais. Nessa conjuntura, essa manipulação que visa conduzir o pensamento das crianças de maneira negativa, com o objetivo de criar situações conflituosas entre famílias, seja por divórcios conturbados, seja por chantagens, corrobora em situações delicadas para os filhos. Diante disso, é preciso buscar mecanismos de enfrentamento a esse problema, tendo em vista os impactos causados a sociedade.
Em primeiro lugar, a influência negativa com intuito de incentivar o repudio ao pai ou mãe na criança vindo de outro familiar responsável, é denominado alienação parental. Nessa égide, essa manipulação gera inúmeras percas para as crianças, físicas como psicológicas, por não entederem os dramas dos pais e estarem no meio do turbilhão de informações, que na maioria das vezes não conseguem assimilar, segundo pesquisas desde 2010 tornou-se possível, juridicamente, proteger crianças e adolescentes que sofrem com determinadas ações dos pais, pois podem ser sérias e determinantes os tramites de um divórcio. Desse modo, é evidente os impactos vindos da alienação parental nas crianças.
Por outro lado, apesar de ineficientes, em muitos casos, existem soluções já adotadas para minimizar os efeitos desse cenário. Nessa perspectiva, o abuso emocional praticado nas crianças muitas vezes são frutos de pais mal resolvidos e inseguros, que usam da chantagem aos filhos para tentar alfinetar o ex conjugue. Sendo assim, segundo a advogada Edwirges Rodrigues, professora de direito de família na Unesp e membro do IBDFAM, a lei 13.431/2017, em vigor desde abril deste ano, considera os atos de alienação parental como violência psicológica e assegura os direitos da vítima e contra o causador dos atos. Dessa forma, é notório medidas que mitiguem os efeitos dessa problemática.
Torna-se evidente, portanto, necessidades de deliberações que atenue os perigos da alienação parental. Posto a isso, cabe ao Ministério da justiça, juntamente com a família e a mídia, grande difusora de informações, promoverem de forma eficientes campanhas de alerta e conscientização, mostrando as consequências do descumprimento das leis, e trabalhando de forma branda e saudável o processamento emocional de informações delicadas, como divórcios, de acordo com a faixa etária, por meio de seminários, webnários e palestras com profissionais especializados como psicopedagogos, a fim de que as crianças tenham uma melhor noção do que realmente acontece ao seu redor. Sendo assim, crianças como a Paulinha não mais repudiarão sua história por influências negativas.