Os perigos da alienação parental

Enviada em 14/09/2021

O filme “A morte inventada”, retrata a vida de alguns jovens que sofreram consequências de alienação parental. Após a ruptura da vida conjugal de seus pais, suas vidas também mudaram: seus pais não conseguiram se organizar, passando a ter um sentimento de ódio e desejo de vingança do antigo cônjuge, levando a criança a essa falsa memória do outro genitor ausente. Nesse sentido, está obra está intimamente ligada com à sociedade brasileira, e deixa bem claro que essa triste realidade ainda é a mesma na vida de diversas crianças e jovens. Fora da ficção, é indispensável analisar as causas que agravam esse quadro:  a desinformação e a falta de amparo governamental.

Nesse viés, é necessário pontuar que a falta de conhecimento acerca dos perigos da alienação parental precisa ser superada. A esse respeito, o filho alienado ou influenciado, pode apresentar raiva, mágoa, depressão e ansiedade, como consequência, podendo usar drogas e álcool, prejudicando o regular desenvolvimento e comprometendo o futuro da criança e do adolescente. Paralelamente, devido à escassez da divulgação de informações nas redes midiáticas sobre os impactos na vida de uma criança, muitos brasileiros consideram esse estigma como algo “normal” no íntimo de uma família que está se degradando. Assim, enquanto a desinformação se mantiver, o Brasil permanecerá cego diante os problemas de alheação parental.

Outrossim, convém ressaltar que a assistência aos desamparados e as medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadãos de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, cujo não são garantidos na prática. Dessa forma, depreende-se que o tratamento às vítimas dos atos de alienação parental são precários e até mesmo ignorados, ferindo os direitos de uma parcela da população que necessita usufruir adequadamente. Logo, fica nítido que a negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento prejudicado.

Destarte, medida são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o auxílio governamental, tomar providências promovendo informações seguras a respeito da alienação parental desde os primeiros anos da vida escolar, por meio da adição de uma disciplina sobre saúde mental à Base Nacional Curricular, além de realizar campanhas informativas na mídia, visando à plena educação e o respeito psicossocial da população. Espera-se, com essa medida, que o descrédito dos perigos da alienação parental sejam paulatinamente erradicados.