Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/09/2021
O livro “Sintonia Perfeita”, escrito pela brasileira Amanda Maia, conta a história de Bryan, ao qual após seus pais se divorciarem ele evita ao máximo contato com o pai, pelos erros de seu progenitor, isso é um dos exemplos de alienação parental. Fora da ficção, tal ato é um crime, isto é a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente promovida ou induzida por um dos genitores ou figura de autoridade, afastando a criança. Ao refletir a respeito dos perigos da alienação parental, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da repetição dos hábitos das adversidades nos relacionamentos, o que reflete no desenvolvimento dos filhos. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de divórcios no país cresceu 75% nos últimos cinco anos. Diante disso, a relação dos pais não madura o suficiente após a separação faz com que as relações se tornem difíceis e problemáticas, corroborando para o afastamento do filho com algum dos pais. Análogamente, a teoria “A Moral de Rebanho” do filósofo Nietzsche diz que há uma tendência da sociedade repetir aquilo que se observa nas gerações passadas. Portanto, as problemáticas nas relações afetivas é uma reprodução dos hábitos, os quais reverbera nos filhos.
Desse modo, a alienação parental afeta psicologicamente e fisicamente as crianças. À vista disso, nota-se que é comprovada que a alienação é uma síndrome, logo afeta o desenvolvimento das crianças e adolescentes, causando por exemplo: ansiedade, problemas de socialização, depressão, entre outros. Seguindo essa linha de pensamento, a série de TV “One Tree Hill”, um dos personagens, Dan, obriga o filho, Lucas, a se afastar de sua mãe, a qual tem a guarda total do filho, por meio de chantagem, assim o pai poderia ter mais tempo com o filho. No entanto, a medida resultou em consequências negativas para o filho, uma vez que, desenvolveu problemas psicológicos e precisou de tratamento psiquiátrico. Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate aos perigos da alienação parental, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus, assim histórias como a de Brian permaneçam na ficção.