Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/11/2021
A alienação parental concebe o ato, efetuado por um responsável, de manipular uma criança ou adolescente a distanciar-se ou nutrir sentimentos negativos por um de seus genitores, sem motivo justificado em lei. Devido a proposta da senadora Leila Barros de alterar a lei que abranje essa violência no Brasil, urge a necessidade de discutir a cerca de dois perigos gigantescos advindos dessa agressão gravíssima, são eles: a dificultação do desenvolvimento intelectual do jovem alvo de alienação, e a propagação de traumas relacionados ao convívio familiar.
De início, é importante pontuar que indivíduos menores de idade expostos ao alienamento paternal costumam ter dificuldades severas para estudar, tanto sozinhos, quanto no ambiente escolar. Visto que, vivenciam grande estresse e enfrentam um sofrimento emocional que, por sua tenra idade, tem dificuldade de entender e lidar. Tal qual evidenciado na série Greys Anatomy, quando duas médicas se divorciam e disputam violentamente a guarda da filha, que abalada psicologicamente para de frequentar o colégio, distancia-se dos amigos e adentra um quadro depressivo, Portanto, é evidente a gravidade desta prática para os jovens, pois os impede de se desenvolverem plenamente como seres pensantes, entendedores de si e dos conhecimentos que possibilitarão seus futuros crescimentos profissionais.
Ademais, é válido ressaltar que pessoas, cuja vivencia quando infantes inclui conflitos agressivos no cerne familiar semelhantes a alienação parental, podem reproduzir esse comportamento quando pais, devido ao espelhamento de traumas acentuados. Assim como afirmado pela professora Edna Frigato “Se existe uma explicação para a alienação parental eu diria que é a herança de traumas da infância”. Essa cruel realidade é demonstrada na saga de livros Harry Potter, na qual o protagonista orfão ouve constantemente diverssas calúnias a cerca de seu pai, deferidos por um dos professores responsáveis por ele, que por sua vez, cresceu em uma família disfuncional e cruel, fazendo com que o menino duvide em certos momentos do caráter de seu gerador. Logo, é claro que a alheação parental possui proporções seríssimas, podendo, se não combatida, gerar uma perpetuação cíclica de violências.
Em suma, cabe a Secretária Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, vinculada a pasta dos direitos humanos do Governo, previnir casos de alienamento infantil. Para tal, deve-se utilizar como meio o encaminhamento a Câmara dos Deputados de um projeto de revisão da lei de alienação parental que estabeleça o acompanhamento psicológico obrigatório das crianças e de seus responsáveis, no caso dos citados por último estarem passando por um divórcio. Tendo em vista que, esses indivíduos, axiliados por um profissional adequado lidarão melhor com seus sentimentos e possíveis conflitos. Destarte espera-se com essa medida amenizar os perigos atrozes advindos desse crime.