Os perigos da alienação parental
Enviada em 06/11/2022
Richard Gardner, psiquiatra alemão, caracterizou a alienação parental como um processo em que se condiciona a criança a repudiar um dos seus genitores, sem motivo plausível. Nesse viés, nota-se que a alienação parental ocasiona riscos aos filho ao prejudicar o vínculo entre a criança e um dos pais e, também, desencadeia problemas psicológicos nas crianças e adolescentes e, por isso, essa problemática deve ser debatida e solucionada.
Em primeiro plano, é importante inferir a relevância do vínculo entre genitores e filhos. Nessa lógica, a doutora em psicologia e professora, Lídia Weber, diz que o contato familiar com estímulos positivos e demonstrações afetivas é imprescindível para o desenvolvimento físico e emocional da criança. Entretanto, a alienação parental destrói esse vínculo e influencia negativamente no crescimento do filho. Assim, pode-se notar que a negligência familiar que gera esse cenário hostil na vida do infante deve ser solucionado para garantir um desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.
Além disso, a lei brasileira considera a alienação parental como uma violência psicológica. Nesse ângulo, essa prática, ao nutrir sentimentos negativos na criança, pode ocasionar episódios de raiva, ansiedade e depressão, o que prejudica a saúde psicológica do filho. Tais episódios ainda podem se agravar sem o amparo psicológico necessário a esses infantes. Diante disso, depreende-se que é preciso fazer a lei vigorar e mitigar esse problema, para proteger as crianças e adolescentes.
Logo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, juntamente com a mídia, promover campanhas publicitárias acerca dos perigos da alienação parental na sociedade e na vida das crianças, bem como, disponibilizar acompanhamento psicológico para as famílias de pais divorciados, a fim de conscientizar os genitores e amparar devidamente os filhos, atenuando os traumas sofridos. Assim, será possível combater a ocorrência dessa questão e proteger as crianças e adolescentes e, também, assegurar o bem-estar e os direitos desses.