Os perigos da alienação parental
Enviada em 02/03/2023
“Diga ao seu pai que, se ele não pagar a pensão alimentícia, ele não vai mais ver você”. No meio desse embate estão jovens brasileiros em sofrimento devido a postura inadequada de seus pais divorciados. Tal comportamento configura à alienação parenteral - quando um genitor fala mal do outro para o filho e prejudica a boa relação entre eles. Assim, urge expor as principais causas dessa adversidade: a negligência governamental e a omissão midiática.
Nesse cenário, é válido destacar, o desleixo mantido pela máquina pública sobre o viés. Acerca disso, conforme o filósofo John Locke em sua teoria do Contrato Social, “os indivíduos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles”. Entretanto, reconhecemos que esse conceito do inglês não faz parte da realidade brasileira, já que usar filhos como ferramenta de vingança pelo fim do relacionamento conjugal é crime. Dessa forma, a negligência em leis mais eficazes corrobora em grandes prejuízos mentais na infância, como a depressão e a ansiedade. Logo, é fundamental salientar que, enquanto o descaso prevalecer, à alienação continuará a afligir a nação.
Além disso, a displicência da mídia também agrava o impasse. Posto isso, de acordo com o escritor Peter Drucke, “o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade”. À vista disso, a imprensa atua como um veículo de informação e um valioso instrumento no combate ao abuso parenteral. Desse modo, as redes de comunicações terá um papel fundamental na propagação de conhecimentos que alertem a população dos efeitos que impedem a formação social de crianças e adolescentes, acometidos pelos conflitos dos responsáveis legais. Assim, a desinformação deve ser contestada.
É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para combater a alienação parenteral. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem dialogar com alunos e pais em decorrência dos relatos trazidos pelos jovens, por meio de projetos pedagógicos, como palestras e oficinas capazes de estimular a empatia, a fim de promover a efetiva comunhão parenteral e de garantir que o Brasil seja uma nação livre de qualquer forma de alienação.