Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 15/03/2020
No Brasil Colônia, já existia médicos disponíveis para diagnosticar as principais doenças da época, no entanto, a população em sua grande maioria, era bastante pobre e não tinha condições de pagar pela consulta médica, ou seja, o acesso à saúde era somente destinado para a nobreza. Dessa forma, parte da população ficava submetido a buscar remédios caseiros, ou buscavam curandeiros que faziam rituais que prometiam cura milagrosa. Na Contemporaneidade, tal prática não ocorre mais, todavia ainda persistem problemas na sociedade brasileira, como por exemplo, o uso de medicamentos sem um diagnóstico médico, devido à ineficiência das políticas públicas na saúde brasileira. Além disso, a falta de conhecimento de parte da população sobre a automedicação agrava ainda mais o problema.
Em primeiro Lugar, um entrave é a ineficiência das políticas públicas na saúde brasileira, visto que, quando a população necessita de um atendimento da saúde pública, o resultado é encontrado em hospitais sem infraestrutura adequadas ou sem médicos suficientes, por consequência, o efeito é longas filas de atendimento. De acordo com os dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), mais de 60% dos hospitais públicos estão sempre superlotados. Desse modo, torna-se evidente que há um problema social com a saúde pública, apenas uma pequena parte da sociedade brasileira tem acesso à uma saúde de qualidade, assim como no Brasil Colônia, porém apenas mais dissimulado.
Em segundo lugar, outro desafio enfrentado para acabar com a automedicação é a falta de conhecimento de parte da população brasileira, tornou-se sinônimo de naturalidade tomar comprimidos para dores em geral, consequentemente, podendo esconder um sintoma de uma doença grave. Segundo os dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Dessa maneira, verifica-se que há uma mentalidade retrógrada sobre o uso de remédios sem prescrição médica, enquanto o Estado não alertar a população sobre o uso correto dos medicamentos, a sociedade brasileira continuará sofrendo com os riscos da automedicação.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de acabar com o uso de medicamentos sem diagnóstico médico. Logo, é fundamental que o Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal, crie novas políticas públicas para assegurar todo suporte necessário na criação de novos hospitais, bem como novas universidades públicas na área de saúde, para fins de abranger a quantidade médicos no país. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com profissionais na área da saúde, deve promover campanhas midiáticas em praças públicas, escolas, faculdades, televisão e redes sociais, sobre os riscos da automedicação, por conseguinte, alertando a população sobre o uso correto dos remédios e criando uma sociedade consciente.