Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 05/10/2021

Em 2009, o cantor Michael Jackson morreu de uma parada cardíarca causada por uma overdose acidental de remédios que induzem o sono. Tal fato inesperado chocou o mundo inteiro e culminou no aumento da discussão acerca do assunto, trazendo à tona os perigos envolvendo os medicamentos. Desse modo, é fundamental que a sociedade tome ciência das periculosidades dessas drogas no organismo quando ingeridas indevidamente, seja na falta de recomendação médica ou a utilização de doses inadequadas.

Em primeiro plano, é relativamente comum a automedicação, ação que aumenta os riscos do acometimento de efeitos colaterais danosos aos indivíduos. Nesse sentido, a venda sob a apresentação e detenção de receita de remédios foi uma tática criada no Brasil para controlar o acesso a tais drogas, dificultando a compra e utilização avaliação médica. No entanto, ainda existe uma tradição entre os brasileiros de burlar essa regra a partir da conduta inadequada de farmacêuticos, que não respeitam a lei, e de pessoas comuns que repassam esses remédios entre si.

Além disso, outro fator de risco preocupante no que se refere a indústria farmacêutica é o surgimento de vícios incontroláveis por alguns fármacos. Nesse âmbito, há uma grande epidemia em algumas cidades dos Estados Unidos do consumo de fentanil, droga sedativa que pode causar dependência química, causando mihares de morte por overdose anualmente. Logo, ainda que tenham o objetivo de curar ou amenizar a dor, muitos medicamentos podem gerar muitos danos, por isso há a necessidade de haver cautela na utilização de tais substâncias.

Portanto, ações para diminuir o consumo indevido de fármacos devem ser realizadas. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma campanha publicitária que aborde os riscos da automedicação por meio da divulgação de depoimentos reais de pessoas que tenham sofrido os efeitos dessa prática, com o intuito de alertar a população da necessidade de interromper esse hábito. Por fim, o Conselho Federal de Medicina deve orientar os profissionais acerca das recomendação de drogas menos danosas em detrimento das que causam dependência aos pacientes.