Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 06/09/2019

Remédio ou Veneno?

A busca pelo alívio de dores, se faz presente desde os primórdios da existência humana, visto que este colhia plantas com propósitos medicinais, tornando isso algo natural aos seres. Essa procura aperfeiçoou-se com o longo do tempo e tornou-se a indústria farmacêutica hodierna. Tais medidas fazem parte recorrente na vida dos brasileiros, pois estes tem uma cultura de automedicação.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde(OMS), cerca de 10% das internações são ocasionadas pelo uso errôneo de medicamentos. Estima-se com a realidade presenciada no país, que entre alguns dos motivos destaca-se a instabilidade no sistema público de saúde. Isto posto, filas longas, má infraestrutura e insuficiência de profissionais, acabam por fomentar uma incidente busca por remédios sem prescrição médica, o que pode causar desde reações alérgicas até sérios problemas para o sistema digestivo – isso quando não ajuda a mascarar problemas mais graves, impedindo seu diagnóstico. Vale salientar, ainda, o risco do aumento da resistência de bactérias no uso indiscriminado de antibióticos e eventos adversos relacionados a dificuldades de monitoramento de doenças “silenciosas”, como colesterol, hipertensão e diabetes.

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose’. Com esta afirmação , o físico e médico Paracelso (século XVI), evidencia como algo preocupante o uso constante de medicamentos sem prescrição no país. Contudo, é inegável que a internet facilita a prática de consumir remédios por conta própria. Com a democratização do acesso ao conhecimento, se tornou muito mais simples se auto diagnosticar por meio do “Doutor Google”, bem como saber qual remédio tomar, uma vez que a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, permite a venda de diversos medicamentos sem a necessidade da receita médica. Todavia, esta não orienta o indivíduo quanto ao seu uso, provocando riscos na sociedade que pode ir de uma dependência química, passando por uma camuflação da doenças  e contribuindo diretamente para o aumento dos problemas relacionados ao bem-estar da população.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para se solucionar a questão da automedicação no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, por meio das mídias televisivas e das mídias sociais, deve veicular conteúdos educativos a respeito da prática de se automedicar, mostrando suas consequências e os perigos em torno dessa ação, visando motivar a sociedade a repudiar a administração de remédios sem o auxílio médico. Dessa forma, o problema pode ser contornado ao criar um novo ideal em que “Na existência de qualquer sintoma, o médico deverá ser consultado”, visto que, “a saúde do corpo começa pela educação da mente”, como assim afirma o psicólogo Rangel Lima,