Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 15/09/2019
Na série americana “Breaking Bad”, o químico Walter White, ao ser diagnosticado com um tumor cancerígeno no pulmão, resolve produzir e comercializar metanfetamina para pagar o tratamento da doença. Assim como na ficção, a indústria farmacêutica gira em torno do sistema capitalista, muitas vezes, sacrificando o bem estar do consumidor. Geralmente, a clientela desse setor acaba utilizando os produtos farmacêuticos de forma imprudente, o que pode agravar enfermidades já existentes e acometer em novas doenças.
Nesse contexto, pode-se analisar que essa indústria, visando somente o lucro, acaba não se preocupando de maneira efetiva com o uso adequado dos produtos comercializados. Um grande exemplo desse descaso é a forma como muitos pontos de venda de medicamentos se aproveitam da falta de fiscalização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em relação as boas práticas do estabelecimento. Assim, uma vez que não há fiscalização, passam a comercializar os produtos a pacientes com problemas de saúde sujestivos e sem requisição de prescrição médica.
Ademais, por conseguinte da facilidade na compra de medicamentos sem receita médica, muitos consumidores possuem o hábito de se automedicar, mesmo que a maioria esteja ciente do risco dessa prática. Outro hábito muito comum entre os consumidores do setor farmacêutico é que, mesmo que ingerindo drogas recomendadas por um profissional, tendem a não o fazer da forma orientada, encurtando ou, até mesmo, prolongando o uso da droga. A prática é perigosa e risco é ainda maior quando se trata de medicamentos antibióticos, podendo ocasionar resistência bacteriana.
Portanto, para amenizar a comercialização e o consumo inadequado de medicamentos, faz-se necessária a adoção de medidas. Nesse caso, urge que a Anvisa realize inspeções precisas e com adequada frequência em estabelecimentos que comercializam produtos farmacêuticos, visando, principalmente, incitar as boas práticas e a venda dos produtos com requirição de receita médica. Cabe, também, ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania, a criação de um programa de conscientização a compra e o uso devido de medicações. Esse programa deve abranger escolas e instituições sociais para crianças e adolescentes, com o intuito de instigar a parcela em formação da sociedade a ser mais consciente em relação aos cuidados com a saúde