Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 09/09/2019

Na série americana “Breaking Bad”, o químico Walter White, ao ser diagnosticado com um tumor cancerígeno no pulmão, resolve produzir e comercializar metanfetamina para pagar o tratamento da doença. Assim como na ficção, a indústria farmacêutica gira em torno do sistema capitalista, muitas vezes, sacrificando o bem estar do consumidor. Geralmente, a clientela desse setor acaba utilizando os produtos farmacêuticos de forma imprudente, o que pode agravar enfermidades já existentes e acometer em novas doenças.

Nesse contexto, pode-se analisar que essa indústria, visando somente o lucro, acaba não se preocupando de maneira efetiva com o consumo adequado dos produtos comercializados pelos próprios. Um grande exemplo desse descaso, é a indicação de reposição hormonal para mulheres na menopausa realizada por muitos médicos, sem o alerta de que, esse procedimento, pode ocasionar sérios problemas de saúde. Muitos profissionais, também, comercializam todos os tipos de drogas para pacientes com sintomas sugestivos, sem receita médica ou diagnóstico preciso do problema.

Ademais, sabe-se que uma grande parcela dos consumidores possuem o hábito de se automedicar, mesmo tendo noção de que a prática é arriscada. Isso ocorre, principalmente, por conseguinte da venda ilegal de medicamentos sem recomendação médica, como já citado. Um outro hábito muito comum entre os pacientes é que, ainda que ingerindo medicamentos prescritos por um especialista, esses tendem a não os fazer da forma recomendada, encurtando ou até prolongando o uso da droga. O risco é maior quando se trata de antibióticos, podendo ocasionar em resistência bacteriana.

Portanto, para amenizar a comercialização e o consumo inadequado de medicamentos, faz-se necessária a adoção de medidas. Nesse caso, urge que o PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), interfira nos comerciais televisivos e propagandas que estimulam a compra de remédios, limitando o consumidor, de maneira mais precisa, à prescrição médica. Cabe, também, ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania, a criação de um programa de conscientização ao uso devido de medicações. Esse programa deve abranger escolas e instituições sociais para crianças e adolescentes por todo o Brasil, assim, estimulando a parcela em formação da sociedade a ser mais consciente em relação aos cuidados com a saúde