Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 14/09/2019

Platão afirmou: " O importante não é viver, mas viver bem".Esse pensamento encaixa-se no atual panorama do século XXI,visto que muitos indivíduos têm buscado ajuda da indústria farmacêutica, muitas vezes sem um acompanhamento médico,para suprir alguma necessidade. Todavia, esse comportamento pode repercutir em dependência química e até mesmo efeitos colaterais danosos ao usuário. Dessa forma, é possível afirmar que não apenas os meios midiáticos, mas também as escolas são dois protagonistas que podem mudar essa realidade.

Primeiramente, durante o Período Medieval, era a Igreja Católica que controlava a forma de pensar de parte da sociedade. Entretanto, com o advento das novas tecnologias,proporcionadas pela Terceira Revolução Industrial, a mídia como um todo assumiu esse lugar. Para o sociólogo Karl Marx, ideologia é um conjunto de ideias ,muitas vezes propagadas pelos meios de comunicação,com o intuito de persuadir o interlocutor. Dessa maneira, pode -se notar que o Marketing farmacêutico tem corroborado para o aumento do uso indiscriminado de medicamentos.

No entanto, é válido destacar que as instituições de ensino podem ser vista como ferramenta para frear a má utilização dessas drogas lícitas. Segundo o filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, fica explícito que esses ambientes educacionais não podem restringir-se em apenas escolarizar os alunos, mas sim fomentar o desenvolvimento crítico e prepará-los para os novos desafios Pós - Moderno. Logo, com aulas de biologia e química voltadas para essa problemática da automedicação, ao mostrar os perigos de tal ação, aumentarão as chances desses jovens serem consumidores conscientes.

Depreende-se, portanto, que medidas profiláticas contra essa problemática precisam ser tomadas. Para isso, a mídia em geral por meio da elaboração de filmes, novelas e seriados, com cenas e personagens voltadas para pessoas que passaram por esse momento, aliado a curtos documentários sobre o tema nos intervalos propagandísticos contribuirão para a formação de cidadãos mais cientes do perigo da automedicação.Somado a isso, o Ministério da Educação deve oferecer palestras para os alunos e familiares, nos colégios e aos finais de semana, com a participação de psicólogos e profissionais da área da publicidade, para que estes melhor esclareçam a população. Espera-se , com isso, o verdadeiro viver bem afirmado por Platão.