Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 29/10/2019
Com a Revolução Industrial, houve o desenvolvimento de diversas áreas da saúde, inclusive no ramo das indústrias farmacêuticas. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que a evolução neste setor acarretou consequências preocupantes para a saúde dos indivíduos, tendo em vista que desenvolveram hábitos de automedicação e de consumo excessivo de medicamentos, sem indicação médica.
É indubitável que a era contemporânea expandiu o acesso a saúde e, consequentemente, à medicações. Nesse contexto, é importante ressaltar que a vasta disponibilidade e o fácil acesso aos medicamentos desencadeou na população o hábito de automedicação, sem prescrição médica nenhuma. Diante disso, é relevante destacar que a internet contribuiu ainda mais para o desenvolvimento desse fator, tendo em vista que oferece buscas sobre várias doenças, além de mostrar formas de tratamentos. É válido analisar que de acordo com dados do Instituto do Mercado Farmacêutico (ICTQ), cerca de 80% da população brasileira, na faixa dos maiores de 16 anos, praticam automedicação.
Além disso, é apropriado salientar que segundo Albert Einsten, se os homens não mudarem sua maneira de pensar, não serão capazes de resolverem problemas causados por eles mesmos. Dessa forma, é de suma importância a reflexão sobre os hábitos e formas de medicação da população, tendo em vista que algumas substâncias medicamentosas são viciantes, podendo ocasionar problemas graves à saúde dos indivíduos que ingerem uma grande quantidade de remédios diariamente. Ademais, é válido ressaltar que em alguns casos, as pessoas tornam-se obrigadas a tomar algum algum remédio para melhorarem um efeito colateral de outra medicação, e assim sucessivamente, até tornar-se um ciclo vicioso de medicamento.
Portanto, é notória a problemática dos perigos da indústria farmacêutica no país. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas que conscientizem a população sobre os perigos causados pela automedicação, salientando a importância da visita ao médico para se medicar corretamente. Além do mais, o Ministério da Saúde deve estipular uma lei que todo e qualquer remédio só deverá ser vendido com a apresentação do receituário médico, assinado e carimbado, além de estipular multas às farmácias que descumprirem essa medida e, a partir da terceira notificação á farmácia, a mesma será fechada. Com isso, objetiva-se melhores condições de saúde aos indivíduos, além de diminuir problemas advindos da automedicação.