Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 31/10/2019
Os anos de 1945-1965, ficou conhecido como o período da " Idade dourada das descobertas", quando inúmeros fármacos foram obtidos por diferentes processos tecnológicos, colocando à disposição da população uma extensa gama de medicamentos. Analogamente, quase 6 décadas depois, a oferta de remédios tornou-se mais abundante e com uma maior facilidade de adquirir essas substâncias, juntos a eles venho os riscos ao uso irracional unidos a uma marketing da empresa farmacêutica. Por essas razões, é necessário medidas para desconstruir as falsas promessas que essa industria propaga.
De início, é relevante abordar que com a enorme quantidade de substâncias e a relativa capacidade de compra sem nenhuma prescrição médica, ocasiona-se sérios problemas de saúde pública. Tal prática, conhecida como automedicação, manifesta atitudes imprudentes de grande parcela da população que ingere remédios como Tylenol e ácido acetilsalicílico (AAS) sem nenhuma orientação. De fato, essa atitude se relaciona com o conceito de " Banalidade do Mal " trazida pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude errada ocorre constantemente, as pessoas para de vê-la como errada. Diante desse panorama, fica nítido que o fácil acesso a esses produtos provocam sérios problemas que compromete o desenvolvimento social do indivíduo.
Em segundo plano, vale ressaltar que a propaganda de medicamentos nos vínculos da informação, como as redes sociais e a televisão contribuem para o fortalecimento do consumo junto a rápida expansão dos produtos que tem o intuito de atender as necessidades do consumidor. Ademais, muitos desses remédios fornecidos são pouco eficazes para as necessidades que ele tendem a cumprir. Sob essa ótica, o documentário “What the Healt” em português (Qual a saúde) , mostra a negligência dos órgãos reguladores de medicamentos dos Estados Unidos, em aprovar substâncias altamente prejudicais. Esse fato, ocorre porque a indústria dos fármacos não segue as diretrizes para librar os produtos, pois está apenas interessada nos lucros obtidos nas vendes destes itens.
Portanto, com o objetivo de reduzir o uso irracional de medicamentos, urge que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),crie uma política mais rigorosa de fiscalização dos produtos que a indústria farmacêutica produz, mediante a disponibilização de fiscais nos laboratórios e nas farmácias para fiscalizar todos os tipos de remédios que estão sendo oferecidos para a sociedade,junto as verificações distribuir panfletos para conscientizar a população sobre o uso incoerente dessas substâncias.Ademais, o Ministério da Saúde, deve exigir a venda de medicamentos mais fortes por meio de da receita médica, por meio de um sistema que registre todas as compras medicamentos específicos com o uso da recita. Assim, os os indivíduos estão mais seguros quando forem se medicar.