Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 24/10/2019

A Segunda Guerra Mundial trouxe à tona o estabelecimento da indústria farmacêutica,e juntamente com ela a introdução de medicamentos fundamentais na cura de doenças que afligiram os soldados em batalhas.Longe do viés histórico,e adentrando à realidade nacional do consumo de medicamentos,observa-se de que modo a mídia e a competição interna entre as indústrias farmacêuticas é capaz de gerar déficits na qualidade de vida dos consumidores.

Pontua-se,em uma análise inicial,a mídia como uma das principais influenciadoras ao consumo excessivo de medicamentos produzidos pelas indústrias farmacêuticas.Isso porque a inoperância governamental quanto a não restrição do número de propagandas vinculadas pelas empresas ,voltadas aos consumidores,corrobora,consequentemente,com o surgimento da automedicação,bem como gera em tais indivíduos a dependência medicamentosa “desnecessária”,a longo prazo.Ademais,muitas pessoas passam a consumir remédios(em especial analgésicos) indiscriminadamente,o que contribui com a queda da eficácia do fármaco.Prova de tal uso inconsequente dos medicamentos dada a influência midiática é,segundo o Instituto Datafolha,o fato de 8 a cada 10 pessoas admitirem que compram seus remédios baseados nas propagandas que assistem na televisão.

Observa-se,em paralelo a isso,que a rivalidade das indústrias farmacêuticas corrobora,diretamente,com a redução da qualidade dos medicamentos à venda,assim como"objetifica"grande parte desses no mercado,situação previamente exposta por Adam Smith dentro do Liberalismo Econõmico,que é explicado pelo consumo excessivo.Isso ocorre porque,a indústria farmacêutica impõe,constantemente,a necessidade de compra nos indivíduos,através da criação de subprodutos de um determinado medicamento que,em sua maioria,não possui diferença em seu “princípio ativo”(que é a concentração das substâncias curativas) quanto ao medicamento original.Um exemplo claro da eficiência comercial de tal “objetificação” desses remédios é,segundo o IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),o fato de 90% dos entrevistados afirmarem que compram os subprodutos de um fármaco por acreditarem na maior eficácia desses.

Nota-se,portanto,que para a redução dos perigos impostos pelas indústrias farmacêuticas,Governo Federal,com o apoio de Mídias de amplo alcance e Órgãos Fiscalizadores(Anvisa)  ,deve através da aplicação de multas e da fiscalização excessiva direcionada a empresas farmacêuticas, estabelecer um limite sobre o número de propagandas vinculadas por cada laboratório,bem como reduzir o número de patentes de um mesmo medicamento fabricado pelas empresas,a fim de que os fármacos vinculados,assim como na Segunda Guerra,sejam eficazes e não supérfluos.