Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 29/10/2019
Na obra “utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os perigos da indústria farmacêutica apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas da saúde e da educação, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a Educação tem papel importante para o desenvolvimento social de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos perigos da indústria farmacêutica. Segundo a OMS, em todo mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Devido à falta de atuação das autoridades, cerca de 8 a cada 10 brasileiros se automedicam, como revelado em pesquisa do instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desconhecimento sobre o assunto como promotor do problema. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade brasileira, por exemplo, ao longo de seu desenvolvimento encontra obstáculo em sua caminhada. Partindo desse pressuposto, a desinformação é uma demonstração clássica da ineficiência dos sistemas governamentais que têm medidas muito vagas e falhas a respeito do melhoramento da atual situação. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desconhecimento por grande parte dos brasileiros contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Dessarte,com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se, urgentemente,que o Tribunal de Contas da União direcione verbas que,por intermédio do Ministério de Saúde,serão revertidas na verificação e melhoramento da atual postura estatal, através da investigação minuciosa e cobrança eficaz à indústria farmacêutica, além de delegar ao Ministério da Educação e Cultura a responsabilidade de tornar conhecida e esclarecida a problemática para a sociedade em geral.Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo,os perigos da indústria farmacêutica, e a coletividade alcançará a Utopia de More.