Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 02/11/2019

Com a eclosão da primeira guerra mundial, em 1914, o mundo vivenciou a invenção de diversas tecnologias que alteraram o modo de vida das populações. Uma dessas tecnologias criadas e aperfeiçoadas foi a intensa fabricação e utilização de remédios para aumentar a potência de combate dos soldados localizados nas trincheiras, além do uso de pílulas medicamentosas para a intensa dor de ferimentos causados pelos confrontos. Infelizmente, a supervalorização e o uso indiscriminado dessas substancias se tornou algo comum no Brasil, trazendo consigo aspectos históricos do século XX.

Em primeiro momento, a automedicação, não só no Brasil, mas também no mundo, é uma das principais preocupações do sistema de saúde, médicos e profissionais da área nos dias de hoje. Segundo a revista Veja alguns remédios, como a morfina, muito utilizado no período de guerras, possuem alto poder viciante no corpo, afetando diretamente o sistema nervoso causando, assim, dependência e, consequentemente, abstinência quando não ingerido com frequência. Ademais, é mister destacar que, os efeitos da falta da droga no organismo podem causar, em casos extremos, morte do indivíduo ou danos cerebrais irreversíveis.

Vale destacar também que, segundo a revista Saúde da editora Abril, nos últimos 10 anos a indicação dos médicos para o uso do fármaco Ritalina, conhecido como droga da inteligência, cresceu mais de 700% no Brasil acarretando a disponibilidade do remédio nas farmácias e impulsionando a produção dos mesmos. Utilizado para o controle da hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, notou-se que a composição desenvolvia um maior rendimento nas atividades intelectuais, passando a ser receitada para jovens em épocas de provas e concursos. Porém, segundo a bula, o uso indevido pode causar alucinações, ataques de pânico e desmaios, além do vício.

Destarte, percebe-se a importância da conscientização sobre o uso exacerbado das drogas lícitas da indústria farmacêutica. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as prefeituras municipais, à aplicação de palestras lesionadas por médicos para o detalhamento das consequências que o uso exagerado de medicamentos pode causar na saúde. Deve também, ocorrer uma maior fiscalização dos usos por meio da retenção da receita médica, não somente por parte da vigilância sanitária, mas também do Ministério supracitado, oferecendo, em contra partida, atendimento psicológico para que, dessa maneira, os vícios deixem de afetar a população.