Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 16/12/2019

Nas últimas décadas a medicina avançou muito e em conjunto com ela os medicamentos, sendo possível afirmar que as formas de tratamentos mudaram em sua maioria para fármacos industrializados. Criando no Brasil uma geração de pessoas que se automedicam e desenvolvem hipocondria, o que aponta para necessidade de aumentar a orientação a população sobre os perigos do mercado farmacêutico e fomentar tratamentos alternativos.

E necessário ressaltar que o consumo de remédios no país cresceu exponencialmente, segundo a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) de 2013 a 2016 as vendas subiram 40%. Tendo como principais fatores o consumo excessivo, automedicação, acesso facilitado, investimentos pesado em publicidade e regulação falha.

Todo esse retrato somado a desinformação, pouco acesso a profissionais da saúde e o costume cultural do brasileiro de tomar e ter medicamentos em casa resultam em vários efeitos colaterais. Conforme dados do Sinitox (O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas) entre 2008 a 2013 foi registrado no Brasil 150.361 casos de intoxicações por medicamentos em humanos, fato que liga um alerta sobre esse caminho perigoso.

Contudo, a necessidade apresentada inicialmente se mostra ainda mais premente o desenvolvimento de programas governamentais de informação relacionadas ao uso indiscriminado de remédios. Além disso, o desenvolvimento de tratamentos alternativos com o uso de produtos naturais, exercícios físicos, meditação entre outros. Divulgando por meio da mídia e adotando novas práticas médicas no Sus (sistema único de saúde) com regulamentos e verbas do Ministério da saúde com objetivo de implementar tratamentos com redução ou sem o uso de drogas.