Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 15/12/2019

Com o advento da 3º Revolução Industrial, o avanço tecnológico e a rápida disseminação de informações pelos meios de comunicação, tornou-se comum na população mundial o hábito da automedicação. Ademais, o baixo custo dos medicamentos genéricos ao passar dos anos, atrelado à cultura de busca rápida de sintomas na internet provocaram o aumento da taxa de indivíduos cibercondríacos. Nesse cenário, os diagnósticos clínicos realizados pelos profissionais de saúde, transfigurou-se em diagnósticos feitos por pessoas inabilitadas na área.

A princípio, o Brasil – país recordista em automedicação – possui um sistema de saúde passível de modificações para a qualificação da assistência nos hospitais. Isso reflete-se no aumento da prática de uso de medicamentos por conta própria. Segundo o Instituto de Pesquisa Hibou (IPH) em 2014 isso era o costume de mais 90% das pessoas da região Sudeste, a qual aponta a demora dos atendimentos hospitalares como fator principal dessa ação. Dessa maneira, apesar disso ser ponto positivo para “desafogar” as filas de espera dos atendimentos no sistema de saúde público, o bem-estar do indivíduo será prejudicado a longo prazo.

Assim, o crescimento da indústria farmacêutica, que usa de propagandas para venderem seus remédios, geram sérios problemas de saúde como as doenças hepatomedicamentosas, disfunção renal, resistência à antibióticos de microorganismos ou até a morte. Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico – Farmacológicas realizada em 2012, 8 mil pessoas morreram devido a intoxicação medicamentosa no Brasil, outros 45% acreditam que apenas medicamentos com tarja preta ou vermelha são prejudiciais ao organismo caso seja feito com uso contínuo. Por conseguinte, isso contribui para que o país continue no topo dos países prejudicados por essa indústria.

Desse modo, fica evidente, portanto, que a publicidade relacionada aos fármacos, mascaram reais problemas no sistema de saúde. Logo, faz-se necessário que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde invistam em terapias alternativas para o tratamento de doenças, como acupuntura, auriculoterapia e yoga, para que a sociedade revogue essa cultura de uso de remédios. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde juntamente às mídias sociais (forte formadora de opinião) ofereçam esses tipos de serviços e divulguem informações, principalmente os malefícios, desse ato em um futuro não próximo.