Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/04/2020
O filme “Batimento” chama atenção para os perigos da indústria farmacêutica e a importância de consultar médicos e farmacêuticos antes de utilizar alguma substância. Ademais, no cotidiano, os cidadãos possuem inúmeros impasses no que se refere a essa indústria, afinal, é extremamente temerário o uso de fármacos indiscriminadamente, podendo agravar estados de saúde, como demonstra o longa “Batimento”. Assim, é necessário compreender como a automedicação e a ganância das empresas farmacêuticas portam dano à sociedade.
Por certo, a automedicação é uma prática recorrente na realidade dos brasileiros. Contudo, tal ato oferta inúmeros malefícios ao indivíduo,como ocasionar o agravamento do estado de saúde e causar efeitos colaterais inesperados. Desse modo, segundo o site Portal T5,8 a cada 10 brasileiros tomam remédio por conta própria, revelando que a automedicação é, indiscutivelmente, assídua entre os habitantes do Brasil. Por conseguinte, observa-se que há a ausência de consciência do cidadão, que idealiza somente o alívio de algum sintoma isolado, ao invés de procurar ajuda médica. Em suma, tal execução acarreta consequências irreversíveis à saúde do indivíduo.
Outrossim, a indústria farmacêutica preocupa-se demasiadamente com lucro próprio, realizando propostas milagrosas de cura, sem, de fato, ter a comprovação científica, apenas para vender medicamentos. Logo, enganam os indivíduos e colocam-os em risco de depender quimicamente de substâncias, agindo de maneira oposta à ética da profissão. Destarte, a filósofa alemã Hannah Arendt intitula tal comportamento de “banalização do mal’, visto que os farmacêuticos sabem dos perigos das substâncias que manipulam ,entretanto, pela falta de fiscalização por parte do Governo, perduram os erros de importar-se ao extremo com o lucro e, consequentemente, causar danos ao paciente. Em síntese, isso gera comprometimento do tratamento das pessoas e até mesmo a morte mediante o agravamento da condição de sua saúde.
Portanto, cabe à Mídia (cuja função é informar o indivíduo criticamente) promover o debate sobre os perigos da automedicação, por meio de campanhas publicitárias que exponham relatos de indivíduos que fizeram tal ato e tiveram severas consequências à sua saúde. Dessarte, transmitirão uma mensagem de esclarecimento quanto a importância da consulta de um profissional, a fim de que os cidadãos deixem de realizar a maléfica automedicação. Além disso, o Ministério da Saúde deve agir na fiscalização das indústrias farmacêuticas, exigindo respaldos científicos relativos ao funcionamento do fármaco, evidenciando sua eficácia e efeitos colaterais possíveis, para que os profissionais ajam de maneira ética. Somente assim, os perigos expostos na obra “Batimento” não ocorrerão no Brasil.