Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 15/04/2020

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é influenciado por tudo aquilo que o cerca e trabalha motivando aqueles ao seu redor. Nesse contexto, observa-se a analogia com a indústria farmacêutica, visto que manipula a sociedade e traz, como reflexo, prejuízos à saúde física e mental de cada cidadão. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater os perigos da indústria de remédios.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em Auschwitz, a farmacêutica alemã Bayer, então parte da empresa IG Farben, usou prisioneiros como escravos de trabalho forçado e, em muitos casos, como “cobaias” para os testes de medicamentos, segundo estudos e relatos históricos. Contemporaneamente, muitas das indústrias farmacêuticas permanecem com testes antiéticos, contudo, além das experiências indevidas, outros fatores surgiram para intensificar os malefícios da indústria de remédios. Entre tais prejuízos, encontra-se o marketing exacerbado, amedrontando a população sobre possíveis doenças e, como solução, o uso de vitaminas e suplementos, também, produzindo propagandas que enalteçam os principais desejos humanos, como energia, potência sexual, entre outros.

Consequentemente, com tais estratégias, as empresas atingem os objetivos principais, os quais são o consumo de remédios sem necessidade e o lucro exagerado. Contudo, devido a alienação de se obter sucesso, as indústrias farmacêuticas não se preocupam com os danos físicos e psicológicos causados aos cidadãos e, cada vez mais, forma-se uma sociedade repleta de inseguranças e doente, confirmando o ditado " a indústria farmacêutica cria a doença, para vender a cura". Assim, busca-se, urgentemente, medidas para reverter a realidade descrita.

Portanto, a fim de modificar os perigos causados pela indústria de remédios, faz-se necessária a atuação do governo, na democratização do preço dos fármacos, por meio de leis, dificultando a obtenção de lucros exagerados e tornando os remédios acessíveis para a população. Ademais, a realização de palestras, com o objetivo de conscientizar todas as pessoas sobre a mistificação dos fármacos. Dessa maneira, ter-se-á uma sociedade mais saudável e influenciada de forma positiva, como proposto por Durkheim.