Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 04/09/2021

Após o fim da Guerra Fria , em 1990, e o estabelecimento do capitalismo em praticamente todo o mundo, as indústrias farmacêuticas investem cada vez mais nos mecanismos tecnológicos para promovorem seus produtos de maneira direcionada e flexibilizada aos consumidores.Com efeito, nota-se o crescente número de pessoas consumistas e endividadas, problema agravado no Brasil.Assim, cabe a análise acerca das causas, consequências e uma possível solução da problemática.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como o governo e suas aplicações impulsionam no uso indiscriminado de remédios.Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à sáude,segurança e ao bem-estar social.Contudo, devido aos escassos investimentos governamentais em profissionais capacitados e infraestrutura em hospitais, medidas que reduziriam as filas de atendimento e, consequentemente, o uso de remédios sem validação médica, isso não é firmado.Logo, uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para reduzir os perigos da indústria farmacêutica.

Outrossim , vale apontar como o consumismo impulsiona de forma indireta no impasse.Nessa perspectiva, as empresas investem em  pesquisas e propagandas com a finalidade de atingir uma maior gama de pessoas.Entretanto, os indivíduos são facilmente manipulados , o que é responsável por estimular cada vez mais o uso indevido de produtos farmacêuticos e automedicação indevida.Paralelamente, esse é o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt : produzir produtos a partir do gosto de cada cidadão, para direcioná-lo , torná-lo homogêneo e, logo, facilmente atingível.

Diante do exposto, medidas são necessárias a fim de mitigar os impasses da indústria farmacêutica.Para tanto, cabe ao Governo Federal,em consonância com as escolas, investir na educação por meio de livros e disciplinas didáticas diversas que ensinem as crianças desde cedo sobre os malefícios do uso de remédios sem orientação,garantindo a transparência para com todos.Ademais, convém às entidades governamentais promover melhores condições de saúde pública,por meio de funcionários capacitados e equipamentos,de modo a ajudarem as pessoas a se tratarem quimicamente com a ajuda de profissionais,além de uma fiscalização nos meios digitais com o intuito de reduzir a manipulação,visto que o Estado tem a função de organizar a sociedade.Dessa forma, espera-se com isso, diminuir os perigos da indústria farmacêutica e, somente assim, poder devolver o direito de saúde, segurança e bem-estar social, bem como defendido pela Constituição Federal de 1988.