Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/04/2020
Consoante Arthur Schopenhauer, exímio filósofo alemão, “o maior erro que o ser humano pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Todavia, ainda que a saúde detenha esse valor, a vitalidade humana enfrenta os malefícios da indústria farmacêutica, sobretudo em virtude do capitalismo e, consequentemente, da automedicação. Diante disso, faz-se fulcral compreender os primórdios para esse obstáculo de atenuar a nocividade dos fármacos.
A priori, é válido apontar o sistema capitalista como um elemento propulsor do impasse. Nesse contexto, o modelo consumista no século XXI corrobora para mais investimentos na publicidade de produtos farmacêuticos, visando a maior venda e, assim, altos lucros. Assim, tal sistema desfruta da histeria e hipocondria pública como precursores cruciais para movimentação de US$ 725 bilhões em 2008, de acordo com dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, porquanto o medo de doenças amplifica vendas de remédios prometedores da cura.
Outrossim, é crucial ressaltar a utilização dessas drogas sem prescrição médica como outro agente fomentador do óbice. A esse respeito, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de mesma intensidade, porém de sentidos opostos. Analogamente, nota-se que a facilidade para adquirir remédios sustenta a permanência do empecilho da automedicação e, por conseguinte, colabora para que 79% dos brasileiros com mais de 16 anos a pratiquem, conforme pesquisa do instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ).
Destarte, é necessário que a sociedade obtenha mecanismos a fim de mitigar os perigos da indústria farmacêutica. Para tanto, cabe ao Mistério da Saúde, juntamente a Anvisa, promover a maior fiscalização do comércio de fármacos, por intermédio da atuação do poder judiciário e aplicação de multas aos estabelecimentos ilegais. Carecendo, também, da divulgação contínua das resultantes do uso exacerbado de medicamentos sem prescrição médica. Somente dessa maneira, a humanidade deixará de cometer o seu maior erro, segundo a perspectiva de A. Schopenhauer.