Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/04/2020
Durante a Idade Média, a peste bubônica foi responsável por ter dizimado um terço da população europeia devido à medicina escassa e sua alta capacidade de transmissão.Hodiernamente,com o avanço na indústria farmacêutica, há maiores opções no tratamento de doenças, mas a necessidade de adquirir lucro acima de tudo nesse setor tem deixado consequências na sociedade.Tais problemas são a automedicação de pessoas saudáveis em consonância ao investimento em doentes crônicos. Diante disso, é necessário destacar o papel das mídias sociais nesse contexto, pois como forte aliada dos negócios farmacêuticos, além de desenvolver nas pessoas o desejo, vendem promessas. Segundo o médico Moacyr Scliar, as indústrias têm aproveitado o incômodo do cliente para criar sintomas e vender medicamentos. Como consequência, há cada vez mais indivíduos saudáveis ingerindo rémedios por conta própria, o que gera lucro para as indústrias. Ademais,é perceptível que o mercado de medicamentos tem focado nos doentes crônicos, uma vez que estes, carregam a doença por toda a vida, há dinheiro a longo prazo. O filósofo polonês Zygmunt Bauman afirma,em seu livro ´´ Vida Para Consumo``, que o consumo no mundo contemporâneo não se volta apenas para satisfazer as necessidades, mas para transformá-los em mercadorias. Assim, a indústria não quer curar pessoas, mas torná-las dependentes por um tempo duradouro, de modo que coloca o cidadão a mera condição de mercadoria. Fica evidente, portanto, a necessidade de reverter essa situação. Para isso, o Ministério da Saúde deve educar as pessoas sobre o uso de medicamentos por meio de palestras em locais públicos para que não aconteça o uso indevido. Além disso, a ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve debater com as indústrias sobre a questão ética e fiscalizar o seu cumprimento com o fechamento dos setores que descumprirem. Tudo isso deve ser feito para que a saúde esteja acima do lucro.