Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 04/05/2020

A Segunda Guerra Mundial foi um evento histórico sangrento que deixou milhões de mortes, principalmente pelo uso das bombas atômicas (arma nuclear de efeito devastador). Nesse contexto, ocorreu significante avanço da medicina e desenvolvimento de novos medicamentos, para que fosse possível tratar as vítimas da guerra. Hodiernamente, a indústria farmacêutica cresce cada vez mais e investe em marketing para  ampliar o mercado consumidor, além de influenciar na automedicação das pessoas.

A priori, vale ressaltar que as empresas responsáveis pela fabricação e venda de medicamentos apostam na publicidade para atrair os consumidores. Para ilustrar, foi compartilhado pelo site Pragmatismo Público que a indústria farmacêutica vende novas doenças e sintomas como forma de marketing, e ironicamente é ela que oferece à cura para as pessoas. Consoante à perspectiva do sociólogo Durkheim, a sociedade sofre o chamado “estado de alienação”, aceita a realidade imposta pelas empresas nas propagandas, julga como essencial e compra as drogas.

Concomitantemente, é importante discorrer sobre a persuasão que a indústria farmacêutica tem na automedicação das pessoas. É inegável que  como muitos medicamentos não precisam da retenção de receita e com a ingressão de genéricos no mercado (que têm melhor custo benefício), é muito fácil se automedicar. A saber que 79% dos brasileiros maiores de 16 anos tomam fármacos sem conhecimento médico, segundo o Portal 5, o perigo do agravamento de doenças é cada vez maior.

Em suma, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação na conscientização escolar, acerca da necessidade dos alunos compreenderem a seriedade da automedicação e da importância do acompanhamento médico, por intermédio de palestras que, ao serem ministradas nas escolas orientem os estudantes a terem maior zelo pela saúde. Somado a isso, é dever da Anvisa, junto ao Ministério da Saúde,  estipular a  retenção de receita nas farmácias para mais remédios,  a fim de impedir que as pessoas usem drogas sem conhecimento médico.