Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 05/05/2020
No começo do século XX, a farmácia iniciou seu desenvolvimento, sendo que entre 1850 e 1950, no Brasil, se consolidou. Tal negócio se expandiu de modo que a maioria das pessoas, senão todas, têm suas próprias cartelas de remédio, das quais faz uso indiscriminado e/ou constante. A indústria farmacêutica tem sido nociva a sociedade, haja vista que, ao longo de anos de investimento e progresso, tornou comum o consumo de drogas que visa a propor a alopatia, enquanto a devida alimentação e estilo de vida como um todo permanecem inadequados e desregrados.
Em primeiro lugar, deve-se notar que os fármacos, em sua maioria, objetivam mascarar os sintomas causados por enfermidades/irregularidades no organismo. Segundo o renomado cardiologista e nutrólogo Lair Ribeiro, o sistema pelo qual funciona a área da saúde, e consequentemente a indústria farmacêutica, é baseado na alopatia, que remete ao tratamento de sintomas. Sendo assim, as indicações de que há algo de errado no corpo são neutralizadas, deixando de proporcionar ou iniciar um procedimento eficaz, que tenha por objetivo a resolução do problema de fato. Além disso, os medicamentos carregam diversas substâncias químicas com grande potencial para gerar outros problemas. Posto isso, percebe-se a ineficácia e os ricos dos remédios.
Ademais, a alimentação, o sono regulado e uma vida ativa no que diz respeito aos exercícios físicos têm notáveis resultados na saúde do homem, tratando e prevenindo diversas doenças de modo eficaz, sem acrescentar danos. Há muito, o célebre médico de 460 a. C. Hipócrates, dizia: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”, revelando a importância substancial da alimentação correta. Da mesma forma, a revista científica The Lancet, em um estudo, revelou que mudanças no estilo de vida, além de cooperarem com a perda de peso, evitam diabetes tipo 2, reduzindo em 58% a ocorrência da doença, enquanto o uso de fármacos reduziu em 31%. Portanto, não se faz necessária a exposição aos riscos apresentados pelos remédios, já que, não todos, mas a maioria das pessoas têm a oportunidade de livrar-se dos mesmos.
Destarte, para que os problemas causados pela indústria farmacêutica tenha seus efeitos amenizados na saúde da sociedade, o Ministério da saúde deve desenvolver um projeto que vise a propor uma orientação que consista na retirada, gradualmente, do consumo de fármacos. Isso, por meio da convocação de médicos e nutricionistas cientes da problemática. O atendimento deve ser feito de acordo a faixa etária, trabalhando um grupo por vez. Desse modo, aqueles que de fato precisarem de um medicamento para determinado tratamento, continuarão a fazer uso, e, a esse grupo, tal indústria será muito útil. Assim sendo, todos os lados se beneficiam.