Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 13/05/2020
A minissérie “seleção artificial” da Netflix retrata como o avanço medicinal melhorou a vida de milhares de pessoas ao longo dos anos. Além disso, retrata como os grandes empresários do ramo lucram com a manipulação da vida. Infelizmente, esse comportamento tem sido recorrente no século XXI. Portanto, é necessário criar mecanismos para conciliar saúde e lucro.
Em primeira análise, é importante destacar os impactos da indústria farmacêutica na sociedade contemporânea. Vacinas e remédios para doenças até então incuráveis, são exemplos dos benefícios proporcionado pela tecnologia farmacológica. Porém a dependência e uso irregular de medicamentos tem se tornado um dos maiores problemas da saúde. Causa disso, está relacionada com o aumento de pessoas com acesso à informação, que trocaram médicos por sites, influenciadores e propagandas no meio digital.
Cabe salientar também, como empresas lucram com o uso excessivo fármacos. No ranking de mercados consumidores de produtos farmacêuticos, o Brasil ocupa a 6° posição, evidenciando como através da publicidade criou-se uma cultura de automedicação e um mercado altamente rentável. Outro ponto a ser discutido, é o aumento de denúncias realizadas por médicos e cientistas, que acusam as empresas de omitirem e desincentivarem pesquisas para cura de doenças como o câncer, AIDS e diabete por necessitarem de longo tratamento e consequentemente gerar muito lucro.
Dessa forma, a organização mundial da saúde (OMS) com parceria com a organização mundial do comercio (OMC) devem criar um programa de pesquisa compartilhado por todos os países, redefinir regras sobre venda e propagandas de medicamentos, e fiscalização de monopólios medicinais, a fim de gerar mais investimento e estar sob supervisão comum de todos os integrantes. Além disso, ela também pode trabalhar em conjunto com a mídia na produção campanhas para conscientização sobre os riscos da automedicação e a importância de acesso à informação pública qualificada.