Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 20/05/2020
Cura ou intensificação das mazelas físicas e sociais?
Historicamente, a automedicação tem sua origem nas navegações do fim da Idade Média, em que os navegadores, por não terem remédios e afins, se viam obrigados a buscar novas opções para a solução das mazelas existentes a bordo. Dessa forma, na atualidade a automedicação se dá, não somente objetivando a rapidez na solução, mas também pelo poder econômico do indivíduo que acentua problemas físicos e sociais.
Segundo pesquisas do Conselho Federal de Farmácia (CRF), cerca de 77% da população consome medicamentos sem orientação médica. Visando, principalmente, a rapidez e barateamento dos produtos medicinais grande parcela opta por alternativas duvidosas, a exemplo o contrabando de mercadorias desse gênero. Tal atitude, contribui no agravamento de questões sociais, já que no Brasil 20% da comercialização de remédios são contrabandeados, conforme dados da Anvisa.
Ademais, muitos laboratórios realizam seus próprios testes clínicos de fármacos, levando, em determinados casos, a deturpação da real eficácia dos mesmos. Por conseguinte, ao indivíduo se auto medicar sem qualquer orientação profissional básica e confiável, estará, consequentemente, pondo-se em riscos e intensificando doenças pré-existentes. De acordo com pesquisas da revista Le Monde Diplomatique Brasil.
Destarte, tendo em vista que a prática de auto medicar-se tem como base o poder econômico e busca por agilidade pelo homem. Faz-se necessário, por meio do Ministério da Saúde e órgãos públicos, promover melhores políticas de produção nacional de fármacos no intuito de baratear os preços com relação a importados e, minimizar, também, o comércio ilegal. Bem como, promover campanhas que apresentam os inúmeros riscos que a atitude supracitada pode ocasionar na saúde e bem-estar.