Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 28/05/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, assegura um nível mínimo de saúde e bem estar. Nesse cenário, os avanços tecnológicos das indústrias farmacêuticas proporcionaram grande salto para o tratamento de enfermidades. Por outro lado, a grave problemática quanto ao uso indiscriminado de medicamentos e a preocupação voltada, principalmente, no faturamento das empresas farmacopeias rompem, muitas vezes, com esses direitos.

A princípio, é fundamental compreender o consumo exagerado de medicamentos pelas pessoas. Segundo o portal de notícias G1, a facilidade do acesso a conteúdos sobre “esse fármaco é bom para”, principalmente em páginas que comercializam a droga, alavancou o uso de remédios sem orientação médica. Tais circunstâncias, em diferentes momentos, são reflexos da sociedade do século XXI cada vez mais envolvida com o trabalho e pouco tempo para o autocuidado. Todavia, a automedicação pode provocar vários efeitos colaterais que, se não tratados da forma correta, podem levar a sérios problemas de saúde, como dependência química e, em casos graves, ao óbito.

Ademais, é válido compreender que um país marcado pelo capitalismo pode trazer reflexos negativos na promulgação da qualidade de vida para a sociedade. De acordo com Karl Marx, importante sociólogo alemão, abordou que no ambiente capitalista a preocupação majoritária da indústria - os que detêm o meio de produção -, é o lucro. Diante disso, fica claro que as companhias farmacêuticas, na maioria das vezes, irão direcionar suas pesquisas em produtos de alta rentabilidade, ou seja, voltado para o público com elevado recurso financeiro. Consoante a isso, países pobres com altos índices de doenças graves em que há pouco tratamento - como a África com surtos de HIV e malária -, continuam com a saúde depreciada, pois, nesse contexto, o enriquecimento da burguesia não é privilegiado.

Portanto, medidas são necessárias para combater os efeitos negativos em questão. Logo, as escolas, como principais meios de formação dos cidadãos, devem orientar os alunos sobre a maneira correta de usar fármacos com orientação médica, por meio de palestras e oficinas com profissionais de saúde, para que seja abordado os benefícios e malefícios (quando utilizados incorretamente), com a finalidade de evitar o consumo inadequado desses produtos. Além disso, cabe ao governo oferecer recursos financeiro as instituições públicas e privadas, para pesquisas com o objetivo de descobrir tratamentos para as diferentes doenças que atingem países pobres, a fim de promover saúde de qualidade para todos. Por fim, as publicidades de medicamentos devem ser controladas para não contribuir com a automedicação inadequada. Assim, será possível garantir os direitos básicos previsto na Declaração de 1948.