Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 05/06/2020
Na obra “Utopia, do britânico Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual encontra-se livre de problemas e conflitos. Contudo, nota-se, na realidade contemporânea, o oposto do que o auto prega, uma vez que existem discussões sobre a atuação da industria farmacêutica no Brasil. Com isso, é lícito afirmar que a negligência estatal, bem como a insuficiência mediática são os pilares da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um fator determinante para permanência do impasse. De acordo com o filósofo Stuart Mill, na livro “Utilitarismo”, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Entretanto, verifica-se, na esfera brasileira, a ação antagônica em relação ao preconizado pelo utilitarista, haja vista que a falta de fiscalização compactua para o continuo uso indevido de medicamentos pelo o público consumidor. Logo, evidencia-se que o Estado não honra com sua posição, que é garantir a qualidade de vida a todos os brasileiros.
Além disso, outra dificuldade, é a falta de informações como impulsionadora do problema. Consoante Aristóteles, em “Ética a Nicômaco”, as carências acarretam mazelas sociais. Sob tal ótica, é inegável que a escassez informacional gera impactos na população brasileira, até porque não informar que o uso inapropriado de remédios pode causar complicações futuras torna-se uma dificuldade, ou seja, aproxima o país diante do pensamento do filósofo. Indubitavelmente, esse fato revela uma face perversa que contraria a democracia nacional.
Portanto, medidas são necessárias para solução da temática. Então, cabe o Estado, desenvolver e especializar uma melhor fiscalização, de modo que garanta a proteção do consumidor, com objetivo de diminuir o uso incorreto de medicamentos pelos brasileiros. Além do mais, é dever da grande Mídia, juntamente com Ministério da Educação (MEC), desenvolver palestras e propagandas, com médicos, de maneira que sejam transmitidas em canais televisivos abertos e também permitam o acompanhamento “on-line”, com intuito de ensinar e sanar todas as dúvidas sobre a problemática. Certamente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade retratada por More.