Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 10/06/2020
O descobrimento da penicilina, em pelo médico A. Fleming, revolucionou a indústria farmacêutica ao proporcionar tratamentos para bacterioses. Entretanto, a produção de medicamentos a partir desse tipo de descoberta não foi utilizada apenas para o bem, haja vista a existência de atuações perigosas, sobretudo o estímulo ao consumo indiscriminado. Isso ocorre devido ao capitalismo desenfreado e a negligência antiética do Estado.
Sob tal óptica, destaca-se que, de acordo com o sociólogo K. Marx, o sistema capitalista é movido pela obtenção de lucro. Nesse contexto, cabe analisar como essa ideia se reflete na indústria farmacêutica: a prescrição desnecessária de remédios é uma forma de potencializar vendas e, com isso, lucrar desenfreadamente. Logo, o uso exacerbado acarretará o problemas de saúde na população. Portanto, evidencia-se a busca por capital como motivo para o perigoso uso excessivo de medicamentos.
Ademais, ressalta-se outra causa desse cenário: a omissão estatal. Isso é notoriamente corroborado pela subordinação do Poder Público à rede farmacêutica - por meio de isenção fiscal. Nesse viés, sabe-se que a Carta Magna afirma que o dever do Estado é garantir o interesse de todos; paralelamente, para Aristóteles, o bem comum faz a ética. Conclui-se, então, que o Estado carece de ética por negligenciar seu dever e, assim, contribui para a postura perigosa da indústria mediante a saúde.
Depreende-se, diante dos fatos, a necessidade de medidas. Para minimizar os perigos da rede farmacêutica - supracitados anteriormente - e findar a omissão, é fundamental que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) promova maior fiscalização em farmácias e drogarias, por meio de visitas periódicas a todos os estabelecimentos. Dessa forma, as descobertas científicas, como a penicilina, causariam apenas impactos positivos e a população estaria mais segura de que o Estado trabalha eticamente visando o bem comum.