Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 12/06/2020

Inércia é uma lei da física na qual um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme, a menos que aja uma força externa sobre ele. Deste modo, podemos observar que a ambição do lucro excessivo mantém a indústria farmacêutica em movimento uniforme na direção e sentido contrário aos anseios da população. Portanto, a mercantilização da saúde do indivíduo e a falta de instrução dos cidadãos quanto ao uso correto dos medicamentos contribuem para os efeitos negativos desta indústria no século XXI.

A priori, deve-se inferir a respeito da transformação do bem-estar das pessoas em mercadoria. De acordo George Orwell: “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Isto posto, é notório o tamanho poder que a marca detém sobre o indivíduo. Sendo assim, entregar quase que a totalidade do setor dos medicamentos nas mãos da inciativa privada é deixar a vida do indivíduo nas mãos de uma marca, o que representa um grande risco, já que resta a população torcer para sua enfermidade ser lucrativa para os empresários do setor, acarretando em investimentos para combate-la.

Outrossim, a falta de informações a respeito do uso correto dos remédios deixa o sujeito em estado de alienação. Johan Goethe afirmava, não existe ninguém mais escravo que aquele que o julga livre sem o ser. Deveras, a falta de conhecimento a respeito da temática torna o homem um mero instrumento a ser manipulado. O uso indevido e sem necessidade de medicações contribuem para que este dependa cada vez mais destas drogas, já que o uso incorreto faz com que sejam necessários novos medicamentos para combater os efeitos colaterais dos iniciais. Por conseguinte, o que deveria auxiliar no tratamento de doenças acaba criando mais dor de cabeça.

Diante dos fatos supracitados, é de suma importância combater os efeitos negativos da indústria farmacêutica. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde utilizar uma remessa de sua verba no desenvolvimento estatal de drogas que auxiliem no combate e cura de patologias, a fim de garantir que seu desenvolvimento vise exclusivamente a saúde da população brasileira. Além disso, é papel das grandes mídias em consonância com o Ministério da Educação, a realização de campanhas e palestras em locais públicos, informando a todos a respeito do uso de remédios e seus efeitos, com o intuito de criar senso crítico nos cidadãos perante o assunto. Só assim, faremos com que a saúde dos consumidores e as intenções do setor andem na mesma direção e sentido.