Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 20/06/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa farmacêutica alemã Bayer realizou testes em cobaias humanas que eram prisioneiras e tal atitude, representa uma redução de princípios éticos. Atualmente, a indústria de fármacos tem transformado produtos que deveriam ser uma necessidade pouco frequente em itens de consumo constante. No Brasil, a dificuldade de regularizar esse tipo de ação coloca a população diante de vários perigos. Dentre eles, o desenvolvimento de doenças por efeito colateral e a continuidade de uma cultura da automedicação.
Em primeiro lugar, observa-se que um dos perigos da indústria farmacêutica é o desenvolvimento de doenças por efeito colateral. Ao desenvolver remédios que acabam por incutir na população brasileira efeitos prejudiciais além do alívio de uma dor específica, a indústria de fármacos desenvolve em seus consumidores um estado de dependência por outros medicamentos. Ou seja, um cidadão precisa tomar outro remédio para livrar-se do efeito colateral do primeiro remédio. De acordo com o portal Pragmatismo Político, milhões de pessoas são prejudicadas com doenças subsequentes e alergias por conta das “vendas por demanda” promovidas pelas indústria farmacêutica. Consequentemente, a saúde de quem precisa é prejudicada em suma.
Em segundo lugar, nota-se que a continuidade de uma cultura baseada em automedicação é um outro perigo que a indústria farmacêutica reforça. Segundo o ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos praticam a automedicação. Ou seja, tomam ou prescrevem remédios a si ou a outrem sem acompanhamento médico. Tal costume mostra-se aliado da indústria de remédios, que vê uma oportunidade de vender seus produtos a mais cidadãos diante do fato de que a facilidade de compra é presente. Consequentemente, as pessoas compram mais medicação sem a prescrição devida, e com essa prática as empresas farmacêuticas acabam por lucrar ainda mais com o que fabrica. Infelizmente, a população acaba por ser exposta a mais um perigo à sua saúde.
Portanto, medidas que acabem com os perigos da indústria farmacêutica na população fazem-se necessárias. O Governo Federal, aliado ao Ministério da Saúde, deverá impedir a circulação de medicamentos que causem efeitos colaterais danosos, custeando testes de qualidade e funcionamento de compostos em todos os remédios no Brasil de forma abrangente e concisa. Além disso, deverá eliminar a cultura da automedicação juntamente com o Ministério da Educação, criando material explicativo sobre a importância de se procurar um médico a cada enfermidade e o veicular em locais públicos e escolas com ajuda da mídia. Dessa forma, a população estará livre do controle farmacêutico.