Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/06/2020
A indústria farmacêutica vem ganhando cada vez mais espaço no Mundo Contemporâneo. Após a Terceira Revolução Industrial, com a criação e difusão dos meios de comunicação massivos, em especial a internet, foi possível orientar muitas pessoas em relação às doenças e seus medicamentos sem precisarem visitar um médico, o que facilitou a praticidade em obter esses remédios. Nesse sentido, é válido analisar as consequências disso na saúde e no bem estar da população.
De início, é importante compreender que com a chegada da internet e das redes sociais, a indústria farmacêutica ganhou uma grande oportunidade de promover o marketing e a propaganda facilmente e, assim, atingir diretamente o seu público alvo, que são os consumidores. Ademais, foi possível lançar pré diagnósticos de doenças para a população sem que precisassem marcar uma consulta, o que causou inúmeros diagnósticos incorretos e a ingestão de medicamentos inadequados ou até desnecessários, visto que, de acordo com uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde, mais da metade da população se automedica, o que pode acabar prejudicando a saúde e o bem estar dos cidadãos a longo prazo. Além disso, muitas pessoas sofrem com hipocondria, uma obsessão por achar que todos problemas médicos são graves, como no episódio da série Grey`s Anatomy, em que uma paciente chega no hospital acusando estar com uma doença terminal quando na verdade era apenas uma gripe, tendo tomado medicamentos não necessários.
Em segunda instância, devido a facilidade de obter os medicamentos, já que dificilmente as farmácias exigem prescrição médica nas compras, muitas pessoas acabam desenvolvendo sérios problemas de dependência desses remédios para se sentirem bem. Outrossim, com a velocidade do mundo pós-moderno, as pessoas precisam estar sempre ativas, trabalhando e se movimentando, o que faz com que em casos simples, como o sono ou o resfriado, que muitas vezes passam com um bom repouso, sejam tratados com comprimidos, o que torna bastante recorrente a compra deles e, consequentemente, alimenta e incentiva a indústria farmacêutica a produzir sempre mais. Dessa forma, é bastante recorrente observar que em alguns organismos o remédio diminui sua eficácia ou até deixa de fazer efeito, o que será prejudicial ao indivíduo quando ele de fato precisar.
Destarte, é imprescindível que se evite o exagero de medicamentos, em prol da saúde coletiva. Para isso, o Ministério da Saúde deve controlar a venda de remédios sem prescrição médica nas lojas, por meio do redirecionamento de impostos para a contratação de profissionais especializados em consultoria de empresas farmacêuticas, esses sim capacitados de fazer uma boa vigilância. Desse modo, será possível evitar futuros danos à comunidade e manter bem estar social.