Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 25/06/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os perigos causados pela indústria farmacêutica formam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de fiscalização estatal, quanto dos interesses econômicos das indústrias farmacêuticas acima da saúde pública. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.                                                                       Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de fiscalização referente à indústria farmacêutica deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a prática de adquirir e consumir medicamentos sem prescrição médica se tornou corriqueira e agrava sérios problemas relacionados à saúde pública, desde problemas intestinais até a morte. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.                                                            Ademais, é imperativo ressaltar o interesse econômico das indústrias acima da saúde da população como promotor do problema. Segundo a estudiosa Thainã de Medeiros, de dia criam a doença para, à noite, venderem a cura. Partindo desse pressuposto, fica claro o descaso das empresas para com a saúde da sociedade. Já que, tornou-se comum a criação de remédios que curem determinada doença e acarrete diversas outras, e assim, promova a criação de um ciclo de doenças que gere o alto consumo de medicamentos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação desse quadro deletério.                                                                                                                                             Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar o imbróglio, é imprescindível que por intermédio do Governo Federal, exista a criação de leis para reduzir o abuso que as indústrias promovem para com a sociedade, que deverá impor multas e punições para empresas que provoquem a automedicação e o ciclo de doenças, por meio da apresentação de tal projeto à Câmara dos Deputados e que o Tribunal de Contas da União direcione capital para profissionalizar agentes do Governo e inserir(dois ou três) os profissionais nas indústrias farmacêuticas para haver a devida fiscalização. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do impasse, e a coletividade alcançará a Utopia de More.