Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 24/06/2020

No documentário “Take your pills”, a questão da automedicação é abordada. Nele, jovens ingerem medicamentos psicoestimulantes, que são indicados pela imprensa, com o objetivo de alcançar o rendimento escolar ou universitário. Fora da cinematografia, a indústria farmacêutica e sua midiação se tornaram obstáculos para a saúde pública brasileira. Por isso, é necessário o debate acerca da romantização do comércio exacerbado de remédios e da educação social precária no território verde-amarelo.

Em primeira análise, é notável que a influência midiática por parte das drogarias se mostra prejudicial no âmbito da saúde pública brasileira. Segundo dados da plataforma Consulta Remédios, 8 em cada 10 pessoas compram remédios sem receitas. Isso ocorre devido ao desejo excessivo de lucro das empresas que, ao invés de priorizarem a ética e o bem-estar dos clientes, alimentam a corrupção na esfera comercial. Através de manipulação e propagandas enganosas, a indústria farmacêutica induz o adquirimento supérfluo de medicamentos, pondo assim, vidas em risco.

Em segunda análise, a educação social precária no Brasil faz-se motivadora de conflitos presenciados no domínio da saúde publica. De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, aproximadamente 47% dos brasileiros não leem a bula que acompanha o medicamento, alegando a falta de relevância que as informações orientacionais possuem. Outrossim, a população não recebe a instrução adequada para atingir a conscientização relativa aos perigos que a desinformação na área medicinal causam e, mais uma vez, a didática do bem-estar humano encontra-se ausente.

Portanto, medidas devem ser tomadas para erradicar os perigos da indústria farmacêutica em relação aos brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio precisa fiscalizar empresar farmacêuticas corruptas, por meio da maior rigidez de punidade aos infratores, a fim do sucesso na aplicação da ética no mercado medicinal. Ademais, o Ministério da Saúde deve advertir acerca dos riscos da ingestão indevida de medicamentos, através da veiculação publicitária de alertas projetados por profissionais da área, a fim de abolir a ameaça vital aos cidadãos. Feito isso, o conflito vivenciado no documentário não será recorrente no Brasil.