Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

No documentário “Take your pills”, é exposto a realidade de jovens americanos que fazem uso excessivo e sem prescrição médica de drogas para melhorar o seu desempenho escolar. No Brasil, com o crescente desenvolvimento da indústria farmacêutica e a disponibilidade cada vez maior de medicamentos, houve benefícios e perigos para a população. Entre os perigos estão, a criação de um mercado consumidor de pessoas que não necessitam  de fato do remédio, e a venda de medicamentos sem indicação médica.

Primeiramente, com o advento das guerras na idade contemporânea, houve o desenvolvimento de novos medicamentos de interesse militar que logo foram usados também para o tratamento de civis. Desse modo, uma dessas drogas foi a Ritalina, utilizada para aumentar a concentração e o desempenho das pessoas. Ela é indicada para jovens que sofrem de Transtorno de deficit de atenção (TDAH). No entanto, existe um mercado consumidor cada vez maior de pessoas, que não possuem essa limitação e buscam no remédio a solução para os seus “problemas”, com a melhora do desempenho, e assim como no documentário fazem uso da substância e se tornam dependentes dela.

Ademais, segundo dados do Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ), cerca de 76% dos brasileiros acima de 16 anos praticam a automedicação. Isso significa que eles não obtiverem o medicamento por meio da forma correta, que seria com a  prescrição médica. Esse fato se deve  a falta de fiscalização e controle do acesso aos remédios, que devem ser vendidos as pessoas que realmente precisão e têm indicação medica para o seu uso.  Pois, caso contrário, isso pode acarretar em complicações  para a saúde do indivíduo.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o máximo possível os perigos causados pela indústria farmacêutica. O Ministério da saúde deverá fazer uma proposta de lei para ser entregue a câmara dos deputados, que tenha como objetivo a fiscalização da compra de remédios pelas pessoas,  para que desse modo, a automedicação seja impedida. Além disso, o Ministério da educação em parceria com as redes de televisão, deverá promover campanhas em rede nacional, que informe e conscientize a população a respeito das consequências negativas do  uso inadequando de medicamentos, para que haja um numero maior de pessoas conscientes.