Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
“De médico e louco todo mundo tem um pouco”. o ditado popular brasileiro pode fazer referência aos perigos da indústria farmacêutica no país, relacionados às comercializações indiscriminadas de produtos, aliado à “venda de sintomas” por parte desse setor de drogas lícitas. Isso reflete diversas questões sociais que ainda não foram atenuadas devido à falta de ações estatais aliado à ignorância humana. Desse modo, é importante analisar medidas que atenuem de modo coeso, eficaz e gradativo tal temática a fim de reduzir os possíveis problemas consequentes.
A priori, é possível afirmar que o Estado é uma instituição social de caráter normativo que tem o dever de garantir os direitos básicos dos indivíduos -conforme a Constituição Federal de 1988-, dentre eles, a proteção e resguardo á vida de todos os cidadãos. Entretanto, à medida que há um aumento nas comercializações indiscriminadas de medicamentos no país relacionados, em suma, à auto medicação -o que corresponde a quase 80% da população segundo o “portal T5” de notícias-, essas concepções legais acabam enfraquecidas. Ou seja, a fim de haver - na prática- esse “resguardo à vida”, é primordial que o setor público atue em maiores fiscalizações relacionados ao comércio de medicamentos e produtos que deveriam ser de uso restrito pela população. São muitos os perigos da indústria farmacêutica na vida da população que podem ser reduzidos por meio de ações afirmativas eficazes.
Além dessas análises já abordadas, é importante afirmar também que as drogarias no Brasil “vendem sintomas” a fim de aumentar seus lucros, aproveitando-se da “ignorância social” existente por parte de muitos indivíduos que normalizam esse consumismo exacerbado. Tal fator pode ser comprovado por meio do -Conselho Federal de Farmácia-, ao afirmar que o faturamento dessa indústria cresceu quase 8% no ano de 2019, tendo a Bahia como líder no ranking, do nordeste, da região com maior quantitativo de farmácias privadas no país em relação ao número de habitantes. Logo, é essencial abordar medidas educacionais voltadas à formação crítica da população para que se tenha uma noção da importância da medicação consciente e dos possíveis perigos que tal indústria pode trazer.
Assim sendo, a fim de reduzir os perigos da indústria farmacêutica na vida da população, é essencial que o setor normativo restrinja a comercialização de medicamentos no intuito de reduzir o percentual de 80% das automedicações e os problemas consequentes à saúde. para isso ocorrer, deve-se investir em núcleos médicos móveis para que os indivíduos tenham um acesso mais amplo à saúde de qualidade e um melhor direcionamento sobre a medicação adequada a ser comprada/ingerida. Além disso, cabe à mídia -como formadora de opinião em larga escala- intensificar campanhas de conscientização e educação crítica, a fim de reduzir a hodierna"ignorância social" ainda existente em muitos brasileiros.