Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 19/06/2020

Em meados do século XX, no Brasil, era comum no sertão do nordeste as pessoas irem a “benzedeiras” ou “curandeiras” ao sentir qualquer desconforto físico ou psicológico. Nos dias de hoje, no entanto, é adotada cada vez mais a prática da automedicação pelos brasileiros. Diante disso, deve-se analisar os perigos dessa prática aliada à indústria farmacêutica que por muitas vezes prega o caos e a inverdade para lucrar, além da facilitação cada vez maior aos remédios que deveriam ser restritos a pessoas com ordem médica.

Em primeiro lugar, segundo pesquisas recentes do site Uol, 53% da população procura possíveis diagnósticos para o desconforto que sentem antes de procurar um hospital. Com isso, os responsáveis pela indústria farmacêutica adquirem o poder de manipular resultados a fim de indicar os remédios produzidos pelos mesmos. Diante de tal, essas pessoas ao comprarem tais medicamentos estão sujeitas a possíveis efeitos colaterais, visto que não tiveram o auxílio de um profissional especifico. Logo, os possíveis doentes devem, antes de tomar qualquer medida, procurar um hospital ou posto de saúde.

Em segundo lugar, de acordo com o psicanalista Sigmund Freud, o ser humano vive em busca do prazer e na esquiva da dor. A partir dessa afirmação, fica clara a razão das pessoas procurarem soluções rápidas para suas enfermidades, seja em “curandeiras” como no passado, ou em remédios facilmente comprados nas farmácias ou drogarias. Então, são necessárias medidas que dificultem a compra de medicamentos em caso de falta de orientação médica por parte do cidadão, visto que essa facilidade é uma maneira encontrada pela indústria para aumentar suas vendas, com isso, elevar seus lucros.

Portanto, dado o relevante perigo da indústria farmacêutica no país, cabe a população ter mais responsabilidade sobre como reage a uma possível enfermidade por meio de visitas constantes a médicos e especialistas que possam diagnosticá-la com objetividade, a fim de evitar a desnecessária compra de medicamentos que possam causar efeitos colaterais indesejados. Além disso, cabe ao Governo Federal garantir a compra de medicamentos apenas com a apresentação da receita solicitada por algum profissional da área por intermédio de fiscais que circulem por farmácias e que punam os donos desses estabelecimentos que facilitem essa compra, para que não se vendam esses ítens sem necessidade e se amenizem os perigos dessa automedicação.