Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
De acordo com o Artigo 196 da Constituição Federal, é dever do Estado a garantia de saúde de qualidade para todos os cidadãos. Nessa lógica, é possível ressaltar a importância do fornecimento de saúde pública eficaz para o bem estar coletivo. Porém, a expansão da indústria farmacêutica tem apresentado alguns malefícios para a sociedade brasileira. Nesse viés, compreende-se que a automedicação e a intensa publicidade têm sido as principais consequências do setor farmacêutico na população.
Inicialmente, é importante entender que a automedicação é um dos principais perigos da indústria farmacêutica, visto que a utilização inadequada de medicamentos pode ocasionar o agravamento da doença. Diante disso, é necessário pontuar que, na maioria dos casos, a internet é uma ferramenta que auxilia o crescimento da automedicação na sociedade. Nessa perspectiva, é válido ressaltar que, segundo os dados divulgados pelo Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico, cerca de 80% das pessoas com mais de 16 anos aderiram à automedicação, ou seja, a negligencia da procura de um profissional de saúde aumentam as chances de surgir um problema mais grave. Dessa forma, nota-se a necessidade de conscientização populacional a respeito dos perigos relacionados à automedicação.
Além disso, é preciso mencionar que as publicidades de empresas são, muitas vezes, prejudiciais para a população, uma vez que incentivam grande parte das pessoas comprar medicamentos sem necessidade e isentas de prescrições médicas. Visto isso, é necessário citar a teoria da indústria cultural, idealizada por Adorno e Hokheimer, sobre a massificação dos produtos e a intensificação do consumismo, ou seja, como as empresas utilizam as mídias sociais para a divulgação das publicidades, atingem um grande público e, consequentemente, aumenta o incentiva à compra de medicamentos.
Assim, fica evidente que são necessárias algumas medidas para minimizar os perigos da indústria farmacêutica. Portanto, cabe ao Estado informar e orientar a população sobre os perigos da automedicação e da medicação excessiva, por meio de campanhas nas mídias sociais com profissionais da saúde, a fim de minimizar a automedicação na sociedade.