Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, saúde é um direito de todos. Desse modo, o indivíduo tem seu acesso facilitado a determinados remédios ou tratamentos que por ventura necessite. No entanto, controvertivelmente, tal facilidade acaba expondo à população aos perigos da indústria farmacêutica, uma vez que acaba viabilizando o processo de automedicação e a decorrente substituição dos hábitos de vida saudáveis.
Em primeira análise, podemos abordar o descrito como “modernidade líquida” pelo filósofo polonês Bauman. Tal conceito, traz consigo a ideia de que vivemos em um mundo repleto de sinais confusos, propensos a mudanças com rapidez e de forma imprevisível. Deste modo, o ser humano tende a isolar-se criando a sensação de incerteza e vazio, fazendo então, com que grande parte da população recorra a tratamentos químicos na tentativa de remediar sua angustia.
Em segunda análise, é válido ressaltar que segundo a Organização Mundial de Saúde, 150 minutos semanais de atividades físicas, associados à baixa carga de estresse e uma alimentação saudável, são suficientes para uma boa qualidade de vida. No entanto, tais práticas parecem soar demasiadamente trabalhosas quando comparadas à praticidade de engolir um comprimido que segundo as propagandas midiáticas, “contêm tudo o que o seu organismo necessita”. Em consequência disso, temos um crescente aumento nos casos de doenças cronicas, fazendo assim com que o uso dos fármacos aumente ainda mais.
Portanto, mediante os fatos elencados, aconselha-se que o Ministério da Saúde alerte a população sobre o uso consciente dos remédios, através de cartazes expostos em farmácias, para que o consumidor consulte um farmacêutico e só se medique caso realmente seja necessário. Somando a isso, recomenda-se o incentivo à pratica de atividades físicas, pelas prefeituras, através de campanhas divulgadas pela mídia, viabilizando assim o acesso do cidadão à saúde que lhe é de direito.