Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
Segundo a declaração universal dos direitos humanos, promulgada em 1948 pela onu (Organização das Nações Unidas), todos os indivíduos têm direito ao acesso à saúde, e um dos importantes agentes desse ramo é a indústria farmacêutica responsável pela criação e distribuição de medicamentos e tratamentos. Porém, apesar de sua importância essa como qualquer indústria busca o lucro, e dessa forma pode trazer alguns riscos às pessoas como o incentivo da automedicação e a criação de uma alienação que faz com que a população banalize os perigos existentes nessa relação.
Em primeira perspectiva, a automedicação é um dos problemas mais sérios do mundo moderno e automatizado, no qual as pessoas visam perder o menor tempo possível com problemas de saúde devido a rapidez da cotidiano. Ainda nesse contexto, o filósofo Zygmunt Bauman diz que as relações interpessoais na atualidade inconsistentes e fluidas, nas quais as pessoas visam o benefício próprio e não pensam muito no bem-estar de terceiros. Dessa maneira, no âmbito dos perigos da indústria de fármacos, essa muitas vezes ao visar o lucro esquece de por em primeiro lugar a vitalidade da população. Então, desse jeito ela incentiva a automedicação como uma forma de se livrar desses contratempos de modo mais rápido e assim esquece do real sentido de sua existência.
Paralelo a isso, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, O homem é lobo do próprio homem. Dessa forma, a alienação da sociedade como meio para buscar a banalização por parte dessa perante os malefícios de ingerir fármacos sem recomendação médica, mostra como o ser humano age sem considerar os males que causa a sua própria espécie. E assim entra em concordância com os dizeres do referido pensador, ao se comportar de modo que traz periculosidade e mostra sua face egoísta que se realça a cada dia mais na modernidade.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Estado por meio do ministério da saúde, fiscalizar e punir empresas que incentivem a automedicação, por intermédio de medidas políticas e embargos econômicos a essas companhias , nos quais essas serão multadas e perderam seus direitos de vendas temporariamente. Afim de que, com o passar do tempo os indivíduos deixem de realizar essa prática tão perigosa. E quanto as ONGs (Organizações não governamentais), é função dessas mostrar a sociedade os perigos que envolvem a banalização da importância do consumo consciente de medicamentos, através de campanhas publicitárias, nas quais pessoas que sofreram com o uso indiscriminado desses dirão como foi sua experiência com intuito de sensibilizar o povo e fazer com que esse crie uma consciência crítica acerca desse assunto .