Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 20/06/2020
No documentário americano “Take your Pills” mostra a relação dos jovens com a automedicação e as consequências desse ato para a vida desses usuários. Semelhante a isso é a realidade do Brasil, na qual milhares de pessoas utilizam de medicamentos sem nenhuma prescrição médica. Logo, é necessário analisar o fácil acesso à esses remédios e os seus efeitos na saúde dos brasileiros.
De início, vale ressaltar que diversas farmácias não solicitam a receita para vender os produtos, outras aceitam suborno dos clientes para realizar a venda. Na série “Todo mundo odeia o Chris” é ilustrado a venda de remédios através do personagem Perigo, um comerciante de diversos produtos falsificado. Dessa forma, é possível saber que, com a facilidade de adquirir remédios em drogarias e até mesmo em outras lojas e comércios, isso é um dos principais fatores para a automedicação está em alta na sociedade.
Ademais, várias são as consequências do ato de adquirir remédios sem prescrição médica , diversos problemas de saúde são resultados dessa tolice, como reações alérgicas, intoxicações e até mesmo aumentar a resistência do problema que se espera ser combatido. Segundo pesquisa feita em 2018 pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), cerca de 80% da população adulta do Brasil já se automedicaram. Infelizmente, para muitos brasileiros já é normal comprar medicamentos sem receita médica , uma grande parte desses usuários ficam dependentes desses remédios, pois sem a prescrição não existe controle adequado da quantidade, criando assim cidadãos viciados em pílulas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve dificultar o acesso da população aos medicamentos perigosos, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que, para realizar a compra de remédios, será necessário apresentar a receita médica obrigatoriamente. Com a prática dessas medidas, o Brasil estará se distanciando da realidade de “Todo mundo odeia o Chris”, e os brasileiros não terão que lidar com os perigos da indústria farmacêutica.