Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

A Biotecnologia, ramo da Biologia utilizada para fabricar ou modificar produtos para sua utilização específica, promoveu grandes avanços na síntese de fármacos para tratamentos de diversas doenças, aumentando e facilitando sua disponibilidade no mercado. Todavia, o uso indiscriminado, no Brasil, ocasionado pela deficiência informacional e pela excessiva capitalização da venda de remédios, acarreta impasses na sociedade e na qualidade de vida dos cidadãos. Dessa forma, cabe analisar os fatores que determinam os perigos da indústria farmacêutica no Brasil.

Dessa maneira, é conveniente examinar fatores sociogeográficos determinante para o impasse. Assim sendo, observa-se no NAFTA, bloco geoeconômico da América do Norte, o fluxo de pessoas ao Canadá com o intuito de ter maior acessibilidade a recursos de saúde. Desse modo, é evidente a interligação da economia globalizada com o comércio de insumos farmacêuticos no mundo, o que facilita o acesso geral para a automedicação. Assim, observa-se, no Brasil, que o déficit educacional, somado ao fácil acesso a remédios, potencializa impasses sociais e estruturais coletivos e individuais. Segundo dados do ICTQ ( Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos já efetuaram automedicação, explicitando o descontrole e desequilíbrio gerado  pela omissão Estatal no controle de produção e venda de medicamentos.

Sob o viés de tal perspectiva, cabe analisar fatores culturais e ideológicos que influem diretamente em tais problemas. Destarte, é evidente que a propaganda é o maior mecanismo para cooptar mais público consumidor. De maneira análoga, a disseminação de patologias psicológicas é o principal artífice que banaliza o uso de medicamentos e faz crescer a indústria farmacêutica junto à dependência de seus consumidores, gerando um ciclo de alienação  que perpassa a ideologia e atinge corpo e mente humana de forma mais comprometedora.

Posto isso, cabe, então, a intervenção Estatal pra a amenização de tais impasses. Desse jeito, assiste ao Ministério da Educação, em anuência ao Ministério da Saúde, promover a conscientização social do principal público automedicante,com a realização de aulas conjuntas entre a Biologia e as Ciências Humanas, expondo e debatendo fatos acerca dos processos de síntese, uso e venda de fármacos, com fito de mitigar o uso indiscriminado de medicações e pôr fim à alienação sofrida pelo sistema. Cabe também ao Ministério da Saúde promover, por meio da Vigilância Sanitária, a maior fiscalização e controle de venda e consumo de medicamentos, com a conscientização e elaboração de planos de controle de venda em laboratórios e farmácias, com intuito de reduzir medidas excessivas de capitalização e venda inconsciente de fármacos. Nesse proceder, será possível mitigar os impasses.