Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

No ano de 1928, o médico Alexander Fleming descobriu a Penicilina, um antibiótico natural, isso contribuiu para o combate de doenças bacterianas. Todavia, com o passar do tempo, as pessoas passaram a abusar do medicamento, provocando a seleção das superbactérias. Nesse sentido, sabe-se que o principal fator que acarreta o uso desmedido das drogas é a indústria farmacêutica e sua persuasão por meio das propagandas. Desse modo, torna-se relevante analisar os perigos desse sistema,como a banalização do uso desses fármacos e o aumento paulatino da busca por tratamentos.

Primeiramente, a automedicação tornou-se mediocrizado. Nessa perspectiva, tem-se observado, atualmente, o forte crescimento das indústrias farmacêuticas e de sua influência sobre a população brasileira, visto que, juntos a isso tem aumentado também a trivialidade quanto ao uso desses fármacos. Nesse sentido, a teoria da filósofa Hannah Arendt sobre a banalização do mal, pode ser fortemente relacionada com essa situação, uma vez que, ela fala sobre um mal que é imposto e naturalizada no indivíduo, ou seja, a prática desse mal é visto como algo comum. Dessa forma, devido a massiva propaganda feita pelas redes de farmácias, a utilização dessas drogas tornou-se um mal banalizada, a proporção que, muito embora as pessoas saibam que a manipulação desses elementos possam acarretar problemas, quando não prescritas medicamente, elas continuam praticando essa ação trivialmente. Portanto, esse é um dos perigos ocasionados por essa indústria, uma vez que ela faz uso dessa vulgarização para conseguir maiores números de vendas e consequentemente maior lucro.

Além disso, o imediatismo do tratamento é um outro perigo fomentado por essas fábricas. Nessa conjuntura, sabe-se que, desde o advento da internet, uma grande parte da população passou a considerar o Google, como médico, afim de encontrar formas de tratamentos imediatos e o mercado farmacêutico tem-se aproveitado disso para ampliar sua influência. Entretanto, essa ação é, completamente, equivocada, dado que, cada caso possui sua especificidade, a qual apenas o profissional poderá direcionar um tratamento mais eficaz, diferentemente dos sites da web, os quais fornecem informações generalizadas, que podem até piorar o estado do indivíduo. De acordo com a pesquisa feita pelo ICTQ, apenas 21% da população brasileira não se automedica, isto é, são poucos os cidadãos que não são vítimas do imediatismo incitado pelas indústria farmacêuticas, e que procuram primeiramente um médico e não a farmácia.

Portanto, o estado deve fiscalizar as propagandas das indústrias farmacêuticas e conscientizar a população sobre o processo de automedicação,  por meio de sistemas que captam quando a persuasão estiver incitando o consumo e não a saúde; anúncios publicitários na TV e web, para o bem da saúde.