Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 24/06/2020
A utilização de plantas medicinais para a cura de doenças é prática utilizada pelos índios nos rituais realizados pelos pajés e surgiu muito antes da medicina moderna. Ademais, com a emergência da indústria farmacêutica, houve a privatização dos medicamentos os quais passaram a ser usados para gerar lucro para os grandes empresários. Entretanto, o grave impasse disso são os malefícios causados pela automedicação, e isso ocorre devido á influência da mídia na sociedade e por causa da busca por praticidade.
Em primeira análise, segundo Immanuel Kant, o ser humano passa pela menoridade intelectual, na qual, a heteronimia o leva a obedecer a algo externo e sem racionalidade. Dessa forma, as indústrias de fármacos, visando o lucro, usam da publicidade para vender não apenas remédios, mas sugestionam sintomas, para atrair consumidores corroborando o desenvolvimento de hipocondríacos. Por exemplo, a Cloroquina e a Ivermectina ganharam notoriedade durante a pandemia do corona vírus no Brasil. Isso gerou a publicação de inúmeros estudos e uma enxurrada de informações nos diversos meios de comunicação. No entanto, interpretação dessas informações e o medo da população provocados por essa nova doença promoveram a compra desenfreada desses medicamentos e estimularam a automedicação, criando uma situação alarmante no contexto da saúde pública.
Em segunda análise, de acordo com a ideologia Futurista das Vanguardas Europeias, apresenta temas que engrandecem a vida moderna, como a velocidade e o imediatismo. Dessa maneira, a automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas e pode trazer consequências mais graves, visto que, o uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o aumento da resistência de micro-organismos, causar reações alérgicas, dependência e morte. Conquanto, a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Datafolha, pois, a facilidade de comercialização de remédios e a própria cultura e comodidade assimilada pela sociedade que vê na farmácia um local onde se vende de tudo e a grande variedade de informações médicas disponíveis, em sites e redes sociais, também contribui para esse problema.
Portanto, é imprescindível o comprometimento do Ministério da saúde e da Anvisa. Então, devem criar devem criar políticas públicas que responsabilizam o estado por promover serviços públicos básicos e essenciais para população, por meio da implantação do “Welfare state” e da enrijeção das leis de fiscalização de vendas e propagandas de medicamentos. Logo, precisam modificar a publicidade de remédios, as novas propagandas só poderão ser feitas por um médico, com a finalidade de diminuir a quantidade de pessoas que se automedicam no país.