Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 23/06/2020

Dentro da ótica do filósofo Michel Foucault, existem mecanismos poderosos capazes de controlarem as ações e pensamentos da sociedade.Nessa perspectiva, atualmente o mercado farmacêutico legitima sua soberania ao impulsionar a dependência de remédios “acessórios” no mundo contemporâneo. Ademais, essa “cultura propagadora” de origem fármaco trazem enormes perigos para a saúde global, principalmente quando propaga o medo de doenças e a automedicação nos indivíduos.

Primeiramente, é notável a insegurança da população, diante a alguma chance de contaminação ou obtenção de alguma doença fatal. Uma vez que apresente esse caso, o marketing das drogarias utiliza seus produtos para expor a solução para uma vida totalmente imune e saudável.De acordo com o Conselho Regional de Farmácia de Goiás, em 2020, durante o isolamento domiciliar aumentou 72,97% da venda do hidroxicloroquina com a finalidade defensiva contra o coronavírus.Desse modo, prova o medo progressivo de enfermidades causa abuso de medicamentos, pois cria hipocondria.De fato, consequentemente conduz o acúmulo de lucros nas indústrias das farmácias por criar a submissão química em uma população doente.

Além disso, o uso de remédios por autonomia é totalmente prejudicial e ratifica a desinformação dos danos aos civis.Para o Sistema Nacional de Informações Toxicológica,o uso incorreto de medicamentos é responsável pela intoxicação de uma pessoa a cada 42 minutos no Brasil. Dessa forma, a decisão de automedicação pode ser justificada pela dificuldade de consultas imediatas de profissionais especializados e a ausência de condições financeiras na compra de alguma mezinha sofisticada. Logo, resulta no surgimento de instabilidade emocional e física, também acontece a dificuldade de tratamento dos pacientes porque possuem um sistema imunológico debilitado.

Em síntese, é inegável os problemas acarretados pela indústria farmacêutica e as sequelas para o povo. Assim, o Conselho Federal de Farmácia-com o apoio do Poder Legislativo-deve definir uma projeto de lei nacional que selecione drogas de alto potencial como, por exemplo, corticoides para serem vendidos apenas com receita médica, então realizará uma fiscalização feita por funcionários públicos estaduais de apreensão de compra ilegal de tais produtos; a fim de prevenir vícios e os usos inadequados das medicações. Idem, o Ministério da Saúde-por meio do SUS- tem que proporcionar remédios gratuitos (comprados pela verba pública) distribuídos nos postos das comunidades mais carentes, e fornecer contatos de comunicação disponível em redes sociais e “sites” da internet (gerenciada pelos atendentes locais) para facilitar a marcação de consultas; com o propósito de ampliar o acesso das pessoas ao atendimento médico e fornecer tratamento adequado ao necessitados.