Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 19/06/2020
O período da Primeira Guerra mundial permitiu o surgimento de diversas tecnologias, nos mais variados âmbitos científicos, dentre eles a descoberta da Penicilina, um antibiótico criado para o tratamento de doenças bacterianas. Para além desse contexto, outros avanços foram permitidos ao setor de medicamentos, o que fez surgir as diversas indústrias farmacêuticas. No entanto, o sucesso dessas empresas só ocorreu por causa das grandes propagandas feitas sobre seus produtos, e isso também fez com que pessoas se automedicassem.
A princípio, de acordo com os pesquisadores da Escola de Frankfurt Adorno e Horkheimer, a mídia é uma grande “Indústria Cultural” que é formadora da consciência coletiva massificadora. Nesse sentido, a indústria farmacêutica se relaciona com essa teoria dos estudiosos, pois muitas empresas de drogaria monopolizam seus produtos, com propagandas constantes sobre determinado fármaco, além da oferta realizada sobre ele, com promoções e descontos, o que promoveu a ingestão dele por parte da população de forma desenfreada e sem receita médica. Dessa forma, isso fez com que esse ramo obtivesse diversos lucros perante a manipulação da população, que se tornou alienada pelo fato do produto ser ofertado tão facilmente.
Além disso, por existir essa cultura de venda “facilitada” de medicamentos, muitos cidadãos criaram o hábito da ingestão de alguma droga caso aparecimento de algum sintoma que cause incômodo. Visto isso, o filósofo Pierre Bordieu, com o conceito do “Habitus” narra sobre como os indivíduos interiorizam aquilo que lhe é ensinado e posteriormente exteriorizam tal aprendizado, criando assim um hábito. Desse modo, essa ideia dialoga com a questão da automedicação, pois por causa do “bombardeamento” para compra de determinados medicamentos, diversas pessoas criaram esse costume e passaram para gerações futuras, o que promoveu o desenvolvimento de distúrbios, por exemplo, problemas referentes ao intestino, como também fez com que algumas populações se tornassem viciadas, apenas por causa do uso inadequado de fármacos.
Portanto, para que aconteça um controle na oferta e uso de medicamentos, é necessário que a Agência Nacional de Saúde realize uma inspeção sobre a comercialização intensa desses produtos, por intermédio da vigilância sobre as mídias impostas nesse mercado, isso na intenção de evitar o consumo exagerado dos cidadãos. Outrossim, é preciso que o Ministério da Saúde elabore campanhas sobre a utilização correta e acompanhada de drogarias, fazendo isso com a ajuda da mídia que possa divulgar essa ação nos diversos canais sociais, para que assim possa diminuir os desenvolvimentos de distúrbios e vícios provocados pelo uso inapropriado de remédios.